
FMI diz que Moçambique deve repensar benefícios fiscais – Lusa
O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique defendeu que o país precisa de rever o regime de incentivos fiscais porque tiram receitas ao Estado e reduzem a capacidade de investimento público.
“A [possibilidade de] eliminação de isenções fiscais tem de ser explorada, é um caminho” que pode ser ponderado, afirmou Alexis Meyer Circle.
Circle falava numa palestra dedicada ao “Reflexões sobre o desenvolvimento socioeconómico de Moçambique”, na Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior e mais antiga de Moçambique.
Os estímulos fiscais, prosseguiu, retiram receitas que o Estado devia arrecadar da actividade económica e empresarial, reduzindo a sua capacidade de investimento público em infra-estruturais essenciais como na saúde e educação.
No caso de Moçambique, falta clareza sobre o critério de atribuição de incentivos a investimentos em várias áreas, gerando-se uma opacidade sobre a utilidade desses estímulos, acrescentou o representante do FMI em Moçambique.
“Não está clara qual é a estratégia por detrás da concessão de incentivos fiscais numas e noutras áreas, não há um documento claro sobre a orientação que é seguida”, disse Alexis Meyer Circle.
O responsável acrescentou que há estudos que mostram que os incentivos fiscais não são um factor decisivo para os investidores, apontando a estabilidade política e económica e a existência de instituições fortes, nomeadamente os tribunais, e infra-estruturas como pilares importantes para a actividade económica.
“Os benefícios fiscais têm uma classificação baixa” como variável importante para os investidores, realçou.
O representante do FMI em Maputo alertou para o risco de os incentivos concedidos a vários investimentos resultarem numa sobrecarga tributária para outras actividades, criando uma situação de injustiça fiscal.
Defendeu ainda o fim da alocação “excessiva” do Orçamento do Estado para as despesas correntes, visando a libertação de recursos para áreas de investimento.
“Este balanço do orçamento voltado muito excessivamente para gastos correntes (….) impõe uma correcção que precisa de acontecer ao longo dos próximos anos”, referiu.
Apontou ainda a necessidade de modernização da máquina fiscal, através da digitalização, visando tornar a arrecadação de receitas mais eficiente.
Organizações da sociedade civil moçambicana têm criticado recorrentemente isenções fiscais atribuídas a multinacionais, principalmente do sector de extracção de recursos naturais.
Chapo Defende Na ONU Que África Retenha Mais Valor Dos Seus Recursos
24 de Setembro, 2026FMI Espera Programa Mais Forte Para Moçambique, Mas Acordo Depende De Reformas
23 de Setembro, 2026Chapo No Brasil: Energia Abre Nova Frente Para Aprofundar Cooperação Económica
21 de Setembro, 2026MPD Reforça Alinhamento Com Parceiros Para Um Novo Ciclo de Cooperação
19 de Setembro, 2026
Conecte-se a Nós
Economia Global
-
Botswana Quer Ser a “Capital do Capital” de África Com Hub de US$ 1,9 Mil ...
25 de Setembro, 2026 -
Governo Prepara Pacotes de Investimento Para Processar Minerais Localmente
25 de Setembro, 2026
Mais Vistos
Sobre Nós
O Económico assegura a sua eficácia mediante a consolidação de uma marca única e distinta, cujo valor é a sua capacidade de gerar e disseminar conteúdos informativos e formativos de especialidade económica em termos tais que estes se traduzem em mais-valias para quem recebe, acompanha e absorve as informações veiculadas nos diferentes meios do projecto. Portanto, o Económico apresenta valências importantes para os objectivos institucionais e de negócios das empresas.
últimas notícias
-
Botswana Quer Ser a “Capital do Capital” de África Com Hub de US$ 1,9 Mil ...
25 de Setembro, 2026
Mais Acessados
-
Governo admite nova operadora para a Mozal após suspensão das operações
14 de Março, 2026
















