Zimbabwe acelera desdolarização com moeda lastreada em ouro, visando autonomia económica até 2026

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O Zimbábue está a avançar com um plano de desdolarização progressiva, tendo a sua moeda ZiG, apoiada em ouro, como peça central desta estratégia. Recentemente, o partido no poder, ZANU-PF, aprovou uma resolução que insta o Governo a acelerar os esforços para adoptar o ZiG como única moeda legal, substituindo gradualmente o dólar americano. Esse processo tem como meta promover a estabilidade económica e alcançar uma independência financeira mais sólida para o País, com a previsão de eliminar totalmente o uso do dólar até 2026, adiantando o prazo inicial de 2030.

O ZiG, introduzido em Abril de 2024, enfrenta desafios significativos, como a perda de 43% de seu valor em Setembro, o que prejudicou a confiança pública e impulsionou a redolarização. Mesmo com reservas de aproximadamente 1,1 toneladas de ouro e activos equivalentes a 285 milhões de dólares, analistas questionam se essas reservas são suficientes para suportar a nova moeda, considerando a volatilidade do preço do ouro e a vulnerabilidade da economia local. Além disso, a inflação elevada, que atingiu 37,2% em outubro, somada a uma infraestrutura deficiente e a falta de acesso a água e energia adequadas, coloca em risco o sucesso dessa transição.

Para fortalecer a adopção do ZiG, o Governo adoptou uma política monetária restritiva, associando a oferta de moeda ao crescimento das reservas de ouro e divisas. A introdução de uma taxa de câmbio determinada pelo mercado e a circulação paralela com outras moedas são medidas que o Banco Central espera que gerem maior previsibilidade e confiança, essenciais para que o ZiG se torne uma moeda viável no contexto económico do Zimbabwe.

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