Empresários querem medidas de estímulo económico proporcionais ao nível das restrições decretadas

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O sector privado quer estímulos económicos. A conjuntura da primeira metade de 2021 foi perniciosa as actividades do sector privado. Um período que a CTA caracteriza de “bastante difícil”, a despeito do esforço que as empresas têm vindo a fazer para sobreviver nesse contexto altamente adverso.

Embora reconhecendo os esforços do governo para manter a economia a funcionar, no contexto das restrições visando a contenção da COVID-19, a CTA vem a terreiro e propõe um conjunto de medidas para revitalização do sector privado.

Para a confederação, as recentes dinâmicas económicas e a prevalência da incerteza em relação a evolução da pandemia, evidenciam a necessidade de implementação de “medidas de estímulo económico proporcionais ao nível das restrições decretadas”, uma vez que o desempenho do sector privado no referido período reflectiu, em grande medida, o efeito das restrições impostas pelo Governo, no âmbito das medidas impostas pra a contenção para a propagação da COVID-19.

A CTA socorre-se do Índice de Robustez Empresarial que aponta para uma deterioração das condições do sector privado ao longo do primeiro semestre.  A avaliação da tendência do índice sugere que no primeiro trimestre do ano, o indicador recuou de 40 para 28%, uma queda de 12 pontos percentuais comparado com o Quarto Trimestre de 2020., enquanto que, no Segundo trimestre ganhou um ponto percentual, saindo de 28 para 29%. Reflectindo, em ambos os períodos, o efeito das restrições impostas pelo Governo.

Conforme revelou a CTA, além da penalização do Banco de Moçambique ao Standard Bank, a conjuntura económica foi igualmente influenciada pela situação de insegurança na Província de Cabo Delgado, que afectou cerca de 410 empresas, colocando em risco cerca de 56 mil postos de trabalho, para além das perdas financeiras estimadas em cerca de 148,11 milhões de USD, incluindo danos em capital físico, facturas atrasadas de fornecimento de bens e serviços bem como a suspensão do fornecimento de mercadorias diversas.

No que refere as perspectivas económicas para o terceiro trimestre de 2021, a CTA espera que o desempenho empresarial apresente uma tendência de abrandamento devido, essencialmente, ao agravamento da situação pandémica que forçou o Governo a repor as medidas restritivas de contenção do alastramento da pandemia, com impacto na redução da produtividade da força de trabalho e da actividade empresarial.

Entretanto, as perspectivas apontam para uma melhoria no desempenho económico com a recente recuperação do controlo das vilas de Palma e Mocímboa da Praia pelas Forças de Defesa e Segurança e o avanço do processo de imunização.

Estes posicionamentos foram defendidos esta sexta-feira, 20.08, no decurso do VIII Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios (CMAN), evento destinado, entre outros pontos, apresentar o ponto de situação das reformas/intervenções do Plano de Acção para Melhoria do Ambiente de Negócios (PAMAN) 2019-2021.

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