
Banco Mundial Aprova Nova Estratégia para Moçambique Até 2031 com Foco em Emprego, Resiliência e Sector Privado
Quadro de Parceria Nacional 2026–2031 prevê mobilização de até 2,5 mil milhões de dólares e aposta nos corredores económicos, energia, agronegócio e turismo para acelerar a transformação económica.
- Grupo Banco Mundial aprova novo CPF para Moçambique até 2031;
- Estratégia centra-se na criação de emprego, sobretudo para jovens e mulheres;
- Energia, agronegócio e turismo eleitos como sectores âncora;
- Mobilização prevista de cerca de 2,5 mil milhões USD;
- Reforço da estabilidade macrofiscal e atracção de investimento privado como prioridades.
O Conselho de Administração do World Bank Group aprovou um novo Quadro de Parceria Nacional (CPF) para Moçambique, válido para o período de 2026 a 2031, definindo uma estratégia de apoio centrada na resiliência, no crescimento inclusivo e na criação de emprego, num momento marcado por choques climáticos recorrentes e por desafios estruturais à transformação económica do país.
Emprego e sector privado no centro da estratégia
A nova estratégia representa um ajustamento selectivo da abordagem do Grupo Banco Mundial em Moçambique, colocando a criação de emprego no centro da intervenção. O CPF assume que o dinamismo do sector privado será determinante para absorver o crescimento da população jovem e transformar o potencial económico do país em oportunidades concretas.
Segundo o Banco Mundial, a aposta recai em sectores com elevado potencial de geração de postos de trabalho — energia, agronegócio e turismo — articulados com o relançamento e a dinamização dos corredores económicos, vistos como plataformas críticas para a integração produtiva e logística do território.
Quatro pilares orientam o apoio até 2031
O CPF estrutura-se em torno de quatro resultados estratégicos que orientarão a intervenção do Grupo Banco Mundial ao longo dos próximos cinco anos. Entre eles destacam-se o reforço da estabilidade macrofiscal, a melhoria das competências da força laboral, a expansão do acesso à energia e o aumento do emprego gerado pelo sector privado, em particular no agronegócio e no turismo.
Esta abordagem procura responder simultaneamente a constrangimentos macroeconómicos, défices estruturais de capital humano e limitações ao investimento produtivo, factores que têm condicionado o crescimento inclusivo da economia moçambicana.
Mobilização de financiamento e mitigação de riscos
O Grupo Banco Mundial prevê mobilizar cerca de 2,5 mil milhões de dólares ao longo do período do CPF, recorrendo a instrumentos financeiros diversificados, incluindo garantias, financiamento combinado (blended finance) e serviços de consultoria. A estratégia visa criar condições para atrair investimento privado, mitigando riscos percebidos e reforçando a confiança dos investidores.
Neste contexto, iniciativas como a Mission 300 e a AgriConnect assumem um papel emblemático, enquanto a Plataforma de Garantias da Multilateral Investment Guarantee Agency surge como instrumento-chave para catalisar capital privado em sectores prioritários.
Resiliência, fragilidade e financiamento adicional
Adicionalmente, o Conselho de Administração aprovou o acesso de Moçambique a cerca de 450 milhões de dólares através da Janela para Prevenção e Resiliência, um mecanismo destinado a apoiar a mitigação de conflitos, reduzir factores de fragilidade e reforçar a estabilidade institucional num contexto regional e interno complexo.
A inclusão deste instrumento reflecte o reconhecimento de que o desenvolvimento económico sustentável em Moçambique exige uma abordagem integrada que combine crescimento, resiliência climática e estabilidade social.
Alinhamento com prioridades nacionais
O novo CPF foi desenvolvido em estreita articulação com o Governo, o sector privado, a sociedade civil e parceiros de desenvolvimento, incorporando lições do ciclo anterior e alinhando-se com as prioridades estratégicas nacionais de transformação económica, fortalecimento institucional e inclusão social.
Num contexto de vulnerabilidade climática crescente e de elevada pressão sobre as finanças públicas, a estratégia do Grupo Banco Mundial procura posicionar-se como um instrumento de médio prazo para apoiar uma trajectória de crescimento mais resiliente, inclusiva e orientada para o emprego.
Mais notícias
-
Sector Privado Quer Mais Envolvimento no Debate Sobre a Transição Energética
3 de Novembro, 2023 -
Operadores turísticos vêm na FIKANI o impulso para acelerar a recuperação do sector
23 de Setembro, 2022
Conecte-se a Nós
Economia Global
Mais Vistos
Sobre Nós
O Económico assegura a sua eficácia mediante a consolidação de uma marca única e distinta, cujo valor é a sua capacidade de gerar e disseminar conteúdos informativos e formativos de especialidade económica em termos tais que estes se traduzem em mais-valias para quem recebe, acompanha e absorve as informações veiculadas nos diferentes meios do projecto. Portanto, o Económico apresenta valências importantes para os objectivos institucionais e de negócios das empresas.
últimas notícias
Mais Acessados
-
Governo admite nova operadora para a Mozal após suspensão das operações
14 de Março, 2026















