AGRA vai investir US$ 28 milhões nos próximos em cinco anos no desenvolvimento da agricultura em Moçambique

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  • O apoio da Aliança para a Revolução Verde vai beneficiar cerca de 2 milhões produtores em 5 anos

A Aliança para a Revolução Verde em África – AGRA vai desembolsar cerca de US$ 28 milhões de dólares para o desenvolvimento da agricultura em Moçambique, no contexto da implementação da estratégia para Moçambique 2023-2027, que deverá alcançar neste que é o terceiro ciclo de investimentos no País, cerca de 2 milhões produtores.

O montante a ser aplicado nos próximos cinco anos, terá como foco os principais corredores de desenvolvimento do país, designadamente, Nacala, Beira  e Maputo, mas cobrirá ainda as regiões do Vale do Zambeze, Pemba,  Lichinga e Limpopo.

Representante da Agra em Moçambique, Paulo Mole

Paulo Mole Representante Agra em Moçambique, disse na apresentação da estratégia da AGRA para Mocambique, que trata-se da terceira estratégia de investimento da organização em Moçambique e que, desta vez, está focalizada no apoio a competitividade das micro e pequenas empresas alavancando capacidades destas de canalizar insumos aos produtores, mas também tornar o segmento  capaz de realizar serviços de escoamento da produção para os mercados ou centros consumidores.

O apoio desta organização internacional, fundada em 2006 pelo antigo Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, tem como foco o desenvolvimento inclusivo dos mercados, a agricultura sustentável, o desenvolvimento do sistemas de sementes e apoio ao governo na reforma de políticas e sobre as vias de acesso para o escoamento da produção agrária.

Sabendo-se que um dos constrangimentos do escoamento da produção agrária, particularmente, é a deficiente implantação de infra-estruturas que liguem os centros de produção aos mercados, todavia, Paulo Mole, clarificou que “as infra-estruturas não são uma questão directa do apoio da Agra.”, não obstante,  “nós reconhecemos a importância de estradas terciárias para o escoamento da produção”.

A AGRA reconhece a importância de infra-estruturas para o escoamento, mas diz que é preciso primeiro garantir que se produza.

Para o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, o trabalho conjunto desenvolvido com a AGRA permitiu identificar constrangimentos que impedem um desenvolvimento da agricultura, consequentemente conferir maior clareza nas áreas de intervenção.

Dárcia Nhancale, Secretária Permanente do Ministério da Agricultura, disse que no trabalho com a AGRA foram identificadas áreas de intervenção tais como o fortalecimento institucional e reformas.

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