
APME instada a empenhar-se no diálogo construtivo e defesa das PMEs moçambicanas
A tomada de posse da nova direcção da Associação Moçambicana das Pequenas e Médias Empresas (APME) ficou marcada pelo discurso incisivo de Inocêncio Paulino, Presidente da Mesa de Assembleia-Geral (MAG) que destacou os desafios que afectam o sector empresarial e apresentou propostas concretas para melhorar o ambiente de negócios em Moçambique.
Apelo à estabilidade e à responsabilidade
Inocêncio Paulino chamou atenção para a instabilidade sócio-política e os seus impactos negativos na economia. “Os empreendedores e empresários são os que mais sofrem num sistema económico ineficiente e num clima instável”, afirmou, acrescentando que a destruição de infra-estruturas e o vandalismo são actos que comprometem o desenvolvimento económico e social. O Presidente da MAG da APME, reforçou que “a paz, o respeito às diferenças e o diálogo permanente são indispensáveis para a construção de uma nação próspera”.
Medidas prioritárias para as PMEs
No seu discurso, Paulino defendeu a criação de uma política de conteúdo nacional para assegurar que as empresas moçambicanas sejam priorizadas como fornecedores das grandes corporações e multinacionais, sublinhando que pelo menos 70% dos fornecedores devem ser locais. Ele destacou também a necessidade de um sistema financeiro mais acessível, com menos burocracia e taxas de juro inferiores a 10%, que permita às PMEs crescer e gerar mais emprego. Além disso, enfatizou a importância de combater a corrupção e a concorrência desleal, condenando práticas como o clientelismo e o nepotismo, que prejudicam o sector empresarial e dificultam o progresso económico.
Fundo Soberano e o papel do sector privado
Paulino salientou a importância do Fundo Soberano de Moçambique (FSM) como um catalisador para a estabilidade económica e o desenvolvimento do sector empresarial. No entanto, defendeu que o sector privado deve ter uma representação mais robusta no comité de supervisão do fundo. “É crucial que os recursos provenientes do FSM sejam aplicados em projectos que incluam empresas moçambicanas, especialmente nos sectores de petróleo e gás”, enfatizou.
Uma agenda para o futuro
O Presidente da MAG defendeu uma parceria ampla entre associações empresariais, governo e sociedade civil para criar uma agenda nacional sustentável. Esta agenda deve priorizar a industrialização, as exportações e a protecção do capital humano, colocando jovens e mulheres no centro das políticas públicas. Paulino reforçou que “os moçambicanos devem trabalhar juntos para construir um ambiente de negócios justo e competitivo”.
Inocêncio Paulino apelou à união e ao compromisso de todos os actores económicos. “Somos supostamente pequenos, mas juntos somos invencíveis”, afirmou, sublinhando a importância da cooperação para o crescimento das PMEs e para a construção de uma classe média forte e resiliente em Moçambique.
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