
Aumento de salário mínimo e protecção social para enfrentar custo de vida alto
– Pede a OIT
- A proposta foi avançada pelo Director-geral da agência à reunião anual do Banco Mundial e do FMI. Gilbert F. Houngbo também cita necessidade de políticas de longo prazo para combater grandes disparidades de género;
- Lançado Acelerador Global de Empregos e Protecção Social para Transições Justas que visa estimular a criação de 400 milhões de empregos e a extensão da protecção social adequada a 4 bilhões de pessoas.
Para uma resposta à crise que reduza as desigualdades e promova a sustentabilidade, a Organização Internacional do Trabalho, OIT, pede protecção social universal, aumentos salariais adequados, maior apoio às economias vulneráveis e respeito aos direitos trabalhistas.
As declarações foram dadas pelo Director-geral da agência, Gilbert F. Houngbo, durante as Reuniões Anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, FMI, nesta segunda-feira.
Houngbo disse que para combater a actual crise económica e social, uma das prioridades deve ser proteger os mais vulneráveis através do aumento do salário mínimo e da garantia de benefícios de protecção social.
Outras políticas prioritárias incluem o investimento em protecção social e emprego produtivo por meio do “Acelerador Global de Empregos e Protecção Social para Transições Justas”
A iniciativa visa estimular a criação de 400 milhões de empregos, inclusive nas economias verde, digital e assistencial, e a extensão da protecção social adequada aos 4 bilhões de pessoas atualmente sem cobertura.
De acordo com o novo Chefe da OIT, essas atitudes apoiariam uma mudança para uma abordagem proativa na gestão de crises econômicas, sociais e ambientais e a transição justa necessária para enfrentar as mudanças climáticas.
Qualidade e produtividade do trabalho reduzem a desigualdade
Na declaração, o Director-geral destaca que aumentar o emprego produtivo é essencial para reduzir a desigualdade. Além de uma maior formalização para melhorar a produtividade e a sustentabilidade dos negócios, promover o trabalho decente e dar aos governos mais recursos financeiros para enfrentar a pobreza e a desigualdade.
Para o Director-geral da OIT, também são necessárias políticas de longo prazo para combater as grandes disparidades de gênero persistentes, inclusive em salários, pensões e qualidade do trabalho.
Segundo ele, “constrangidos pelo aumento dos encargos da dívida e pela redução do espaço fiscal, muitos países agora enfrentam um cenário político assustador”. E “é necessário um novo esforço coletivo para gerenciar melhor e, finalmente, sair dessas crises e evitar crises futuras.”
Qualidade e produtividade do trabalho reduzem a desigualdade
Na declaração, o Director-geral destaca que aumentar o emprego produtivo é essencial para reduzir a desigualdade. Além de uma maior formalização para melhorar a produtividade e a sustentabilidade dos negócios, promover o trabalho decente e dar aos governos mais recursos financeiros para enfrentar a pobreza e a desigualdade.
Para o Director-geral da OIT, também são necessárias políticas de longo prazo para combater as grandes disparidades de gênero persistentes, inclusive em salários, pensões e qualidade do trabalho.
Segundo ele, “constrangidos pelo aumento dos encargos da dívida e pela redução do espaço fiscal, muitos países agora enfrentam um cenário político assustador”. E “é necessário um novo esforço coletivo para gerenciar melhor e, finalmente, sair dessas crises e evitar crises futuras.”
Aumento da desigualdade
Gilbert F. Houngbo enviou um comunicado ao Comité Monetário e Financeiro Internacional sobre o custo de vida puxado por preços mais altos e uma dissociação do crescimento salarial do crescimento da produtividade, levando à queda dos salários reais.
De acordo com o Chefe da OIT, sem ação imediata e aumento de recursos, isso pode aumentar a desigualdade e sobrecarregar as empresas. Ele acrescentou ainda que, com muitos países com espaço fiscal limitado para fornecer apoio às famílias de baixa renda, o que pode levar à agitação social.
Houngbo destacou a necessidade de maior apoio às economias vulneráveis, propensas a enfrentar dívidas altas e crescentes.
Ele afirma que maior respeito pelos direitos trabalhistas e a promoção de empreendimentos sustentáveis e melhores condições de trabalho nas cadeias produtivas podem catalisar o desenvolvimento econômico, a redução da pobreza e maior igualdade de renda entre os países.
O Director-geral da OIT pediu maiores esforços coletivos para enfrentar as atuais crises inter-relacionadas e que se reforçam mutuamente, ressaltando que tal ação também promoveria a justiça social e, assim, contribuiria para uma paz duradoura.













