
A consultora BMI prevê que a economia de Moçambique cresça 6,5% neste ano e 4,2% no próximo, impulsionada pelo aumento da produção e das exportações de gás natural liquefeito.
“Prevemos que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique acelere de uns estimados 4,1% em 2022 para 6,5% em 2023 e 4,2% no próximo ano”, lê-se no comentário dos analistas aos últimos dados do Instituto Nacional de Estatística de Moçambique, que apontam para uma expansão de 4,2% no primeiro trimestre do ano, face ao homólogo.
“Apesar de Moçambique ter sido atingido pelo ciclone Freddy em março, o que causou estragos abrangentes à infraestrutura e abrandamento da atividade do sector privado, isso foi largamente compensado pelo forte crescimento de 8,2% do sector primário, principalmente o sector mineiro, que cresceu 32,6%”, acrescentam os analistas da consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings, na nota a que a Lusa teve acesso.
A estabilidade económica, concluem, “também reflete o forte momento das exportações do sector do gás natural liquefeito, que será um dos principais motores do crescimento económico neste e no próximo ano”, concluem os analistas.
Moçambique tem três projetos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.
Dois desses projetos têm maior dimensão e preveem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para o exportar por via marítima em estado líquido.
Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após um ataque armado a Palma, em março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura.
O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).
Um terceiro projeto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, diretamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.
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