
China regista maior expansão de novas centrais eléctricas a carvão desde 2015
- As preocupações com a escassez de energia aumentam à medida que os projectos avançam a uma velocidade “extraordinária”.
A China aprovou a construção de mais 106 gigawatts de capacidade de produção de energia eléctrica a carvão no ano passado, quatro vezes superior ao ano anterior e o mais alto desde 2015, revelou uma pesquisa recente.
Ao longo do ano, 50GW de capacidade de produção de energia a carvão entraram em construção em todo o País – mais de metade em comparação com o ano anterior – impulsionados por considerações de segurança energética, disseram, na segunda-feira, o Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA) e o Global Energy Monitor (GEM).
“A rapidez com que os projectos avançaram através da concessão de licenças de construção em 2022 foi extraordinária, com muitos projectos a brotar, a obter licenças, a obter financiamento e a desbravar terreno aparentemente numa fracção de meses”, disse a analista do GEM, Flora Champenois.
A quantidade de nova capacidade ligada à rede tinha abrandado nos últimos anos após um declínio nas novas aprovações ao longo do período 2017-2020, mas deverá recuperar ao longo dos próximos anos, impulsionada pelas preocupações com a escassez de energia.
Muitos dos projectos recentemente aprovados foram identificados como “apoiando” a capacidade de carga de base destinada a assegurar a estabilidade da rede eléctrica e a minimizar os riscos de apagões, segundo o relatório CREA-GEM.
No entanto, muitos estavam a ser construídos em regiões que já tinham um claro excesso de capacidade, e os problemas de fornecimento de energia seriam melhor resolvidos melhorando a fiabilidade e eficiência da rede, disseram os autores.
A China sofreu uma onda de apagões em Setembro de 2021 como resultado da escassez de fornecimento de carvão, afectando milhares de casas e fábricas. Uma longa seca no ano passado também assistiu a uma queda dramática na produção de energia hidroeléctrica e ao racionamento de electricidade.
Pequim tem tentado rejuvenescer a sua economia depois de o crescimento e o emprego terem sido gravemente atingidos por rigorosas medidas de “zero emissões de carbono” no ano passado, suscitando a preocupação de que os seus esforços de baixo teor de carbono fossem postos de lado.
No entanto, as adições de capacidade de energia renovável permaneceram a níveis recorde, com instalações solares a 87GW em 2022 e espera-se que aumentem ainda mais em 2023.
O País pretende atingir o pico das suas emissões de dióxido de carbono, que provocam o aquecimento do clima, até 2030, mas ainda não está claro qual o nível que irão atingir.
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