
China tem poucas boas opções para impulsionar a sua economia em queda?
Nas últimas semanas, tem se verificado uma constelação de pronunciamentos de líderes e decisores políticos chineses, prometendo, publicamente, fazer mais para impulsionar a economia em recessão, fundamentalmente pela via do apoio ao sector privado.
Em reacção, os investidores parecem ganhar confiança com tais promessas, fazendo subir as acções, mas, de forma ainda mais frequente, ignoram a enxurrada de mensagens oficiais, esperando por medidas de estímulo mais tangíveis que, segundo economistas e analistas da, são agora improváveis, porque a China se tornou demasiado endividada para poder simplesmente estimular a economia como fez há 15 anos, durante a crise financeira mundial.
“Já recebemos muitas promessas vagas que, até à data, não são muito significativas”, afirmou Robert Carnell, Director regional de investigação para a Ásia-Pacífico do ING Group, em declarações a cadeia CNN.
Segundo analistas, exceptuando algumas medidas incrementais para ajudar o mercado imobiliário, actualmente mergulhado na sua pior queda da história, e ajustes nas taxas de juro, tem havido poucos sinais de que o Governo esteja a fornecer dinheiro real a consumidores ou empresas em dificuldades.
“Os decisores políticos chineses parecem pouco dispostos a adoptar qualquer estímulo monetário ou fiscal importante, provavelmente por recearem que isso possa exacerbar os riscos crescentes da dívida da China”, afirmou Craig Singleton, membro sénior para a China da Fundação para a Defesa das Democracias, um grupo de reflexão não partidário com sede em Washington.
“No máximo, podemos esperar medidas escassas, principalmente do lado da oferta, destinadas, entre outras coisas, a atrair mais capital privado e a aumentar a propriedade de veículos eléctricos”, acrescentou.
Depois de um forte início de ano, após o levantamento das restrições impostas pela Covid, a segunda maior economia do mundo perdeu ímpeto.
Desde Abril, uma série de dados económicos e estatísticas demográficas decepcionantes suscitou a preocupação de que a China possa estar a enfrentar um período de crescimento muito mais lento e, possivelmente, a caminhar para um futuro comparável ao do Japão.
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