Com os preços a subirem 11%, África do Sul confirma que subsídios ao combustível vão parar

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O governo sul-africano confirmou que vai parar a redução temporária do imposto sobre os combustíveis no próximo mês, uma vez que anunciou um aumento de 10.6% no preço da gasolina, colocando-o num novo recorde.

A redução de 1.50 Randes ($0.09) no imposto geral sobre os combustíveis que vigora desde Abril será reduzido para 75 cêntimos a partir de 6 de Julho e será retirado a partir de 3 de Agosto, disse o Departamento dos Recursos Minerais e Energia num comunicado enviado por email na segunda feira. A baixa concessão para Julho vai adicionar ao impacto dos altos custos internacionais do custo do combustível para aumentar o preço a retalho da gasolina de 95-octane para 26.74 randes, na província de Gauteng, o principal centro económico do país.

O preço grossista do diesel, usado na agricultura e para a geração de energia de emergência, vai subir 2.31 randes por litro, disse o departamento. O custo máximo do petróleo de iluminação, usado para cozinhar e para a iluminação, nas áreas onde muitas pessoas não têm acesso à electricidade, vai subir 2.21 randes por litro. 

Os aumentos colocarão pressão adicional nas finanças familiares e na inflação que, pela primeira vez em cinco anos, em Maio, arrebentou o topo das metas do banco central. O combustível tem um peso de cerca de 5% no custo da cesta do consumidor sul africano. 

Os custos da gasolina a retalho subiram 36% desde o início do ano, aumentando apelos dos partidos da oposição e de grupos de trabalhadores para o governo liberalizar o preço. Porem, a Associação dos retalhistas de Combustíveis alertou que tal mudança poderá resultar no maior encarecimento ainda para os consumidores.(OE)

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