
Corredores serão transformados em plataformas de oportunidades económicas
Lançado movimento de reformas que deverá promover a transformação profunda no desempenho dos corredores do País.
Numa altura em que existe uma demanda real e potencial por aproveitar, oportunidades que podem estar limitadas no tempo, estudos realizados concluem que contribuem para que o Porto de Maputo não realize o seu potencial, os elevados custos de transporte, resultantes, nomeadamente, de excesso de burocracia e da existência de alguns processos e procedimentos de travessia de fronteira complexos e pouco flexíveis, relativa falta de comunicação entre os actores relevantes da cadeia, limitação de capacidade e ausência de manutenção de rotina de alguns troços da estrada N4 e outros factores que inibem, ao fim ao cabo, a competitividade de todo o Corredor de Maputo.
O Ministério dos Transportes e Comunicações, ciente desta situação, está determinada em inverter o quadro, transformando os principais corredores de trânsito do País em plataformas de oportunidades económicas, nos quais haja florescimento da indústria, comércio, agricultura e outras actividades que explorem o potencial instalado nessas zonas.
Para a concretizar este desiderato uma série de acções estão em curso, tendo sido a mais recente, a realização, sexta-feira última, 30 de Setembro, de um workshop que versou sobre a identificação de medidas para melhorar a competitividade do Corredor de Maputo, um exercício que deverá contemplar, a breve trecho, outros principais corredores do País, designadamente, o Corredor da Beira e o Corredor de Nacala.
De modo mais específico, o workshop sobre a melhoria da competitividade do Porto de Maputo, faz parte da Estratégia para o Desenvolvimento do Sistema de Transportes, da qual emerge a ideia de transformar os corredores de desenvolvimento em espaços de oportunidades económicas.
O evento reuniu os diferentes integrantes da cadeia de valor do Corredor de Maputo, com a perspectiva de encontrar o caminho mais célere e seguro para a melhoria da competitividade do corredor que integra, as linhas férreas de Goba, Ressano Garcia e Limpopo, bem como as Estradas alimentadoras do Porto de Maputo, designadamente a EN4. Em 2021, a infra-estrutura movimentou mais de 22 milhões de toneladas de mercadoria diversa, dos quais, mais de 80% foi carga em trânsito, representando cifras históricas para o corredor de Maputo.
Não obstante os desenvolvimentos e avanços registados nos últimos anos e de ser um dos mais movimentados corredores de transporte e logística, a capacidade instalada do Porto não está, ainda, a ser usada no seu potencial, apenas dois terços da sua capacidade está a ser explorada.
Estudos realizados concluem que contribuem para o corredor não desbloquear o seu potencial os elevados custos de transporte, resultantes, nomeadamente, de excesso de burocracia e da existência de alguns processos e procedimentos de travessia de fronteira complexos e pouco flexíveis, relativa falta de comunicação entre os actores relevantes da cadeia, limitação de capacidade e ausência de manutenção de rotina de alguns troços da estrada N4 e outros factores que inibem a sua competitividade.

Mateus Magala, Ministro dos Transportes e Comunicações, disse que os desafios que têm sido identificados, devem ser entendidos como um processo dinâmico e próprio do crescimento que o Corredor de Maputo está a conhecer nos últimos anos.” A eficiência que pretendemos imprimir neste Corredor poderá levantar mais desafios”. Disse o Ministro.
Para elucidar a sua asserção, Mateus Magala, disse, título de exemplo, há menos de seis meses entravam para o país, através da fronteira de Ressano Garcia, cerca de 700 camiões diários. Como resultado das melhorias introduzidas no atendimento aos transportadores e a dinâmica do mercado internacional, a quantidade de camiões que cruza a fronteira de Ressano Garcia atinge, hoje, cerca de 1500 unidades, com tendência a aumentar nos próximos tempos.
O Ministro dos Transportes e Comunicações, classificou o encontro que juntou à mesma mesa todos os intervenientes na cadeia logística do Corredor de Maputo, desde decisores governamentais, operadores de infraestruturas, utilizadores, parceiros de cooperação entre outros, como um debate profundo e inclusivo sobre como remover todos os obstáculos que persistem e que inibem o Corredor de Maputo de ser um verdadeiro espaço de oportunidades económicas diversas.
“Na nova visão que pretendemos implantar, na qual o corredor deve funcionar como um espaço produtivo integrado, precisamos de caminhar para um maior equilíbrio entre a função de trânsito e de promoção da produção e exportação de produtos nacionais.” Disse Mateus Magala.
O Ministro dos Transportes e Comunicações deixou claro que deseja que o trabalho ora iniciado culmine com a implementação de reformas que que causem uma transformação profunda na actuação e gestão dos corredores do País.
É nessa perspectiva que o líder o sector dos transportes e comunicações, definiu o encontro como o prelúdio para o estabelecimento de uma estratégia concertada para a melhoria da competitividade e crescimento do Corredor de Maputo, o desenvolvimento de um mecanismo para o estabelecimento de um sistema de gestão integrada de todas as iniciativas no Corredor, a simplificação de procedimentos no sistema de desembaraço aduaneiro das mercadorias que transitam do Corredor, a formulação de propostas de políticas económicas que promovam o desenvolvimento e crescimento do corredor de Maputo e a criação de bases para o estabelecimento de um plano de acção monitorável, com responsabilidades e prazos claramente estabelecidos.













