
Credores da Zâmbia rejeitam acordo revisto de reestruturação de obrigações
Os credores oficiais da Zâmbia, co-liderados pela China e pela França, rejeitaram um acordo de princípio revisto que o Governo alcançou com os detentores de obrigações, levando a um impasse na reestruturação de US$ 3 mil milhões de dólares de euro-obrigações em dívida.
O comité oficial de credores afirmou que o acordo revisto que o Governo alcançou com os detentores de obrigações ainda não oferece condições comparáveis às do acordo de reestruturação celebrado no mês passado para US$ 6,3 mil milhões de dólares de dívida bilateral, informou o Ministério das Finanças e do Planeamento Nacional da Zâmbia num comunicado na segunda-feira, 20 de Novembro.
Os US$1,25 mil milhões de dólares da Zâmbia em notas com vencimento em 2027 caíram 3,5% – a maior queda em mais de um ano – para 60,2 cêntimos por dólar às 8:32 em Londres.
O impasse levanta uma incerteza significativa sobre o acordo de reestruturação da Zâmbia, que era visto como um precedente para a forma como os países em desenvolvimento renovam os seus empréstimos com os credores, desde os bancos estatais chineses aos detentores de obrigações, ao abrigo do Quadro Comum do Grupo dos 20. Representa também um grande obstáculo para a recuperação económica da Zâmbia, que se tornou o primeiro incumpridor da era pandémica em África em 2020 e, desde então, tem lutado para rever a sua dívida.
As obrigações estrangeiras do Gana, que está alguns passos atrás da Zâmbia no processo do Quadro Comum, também caíram. O rendimento do título de 2026 subiu 101 pontos base para 55,64%.
A rejeição do acordo pelos credores oficiais ocorreu mesmo quando o Fundo Monetário Internacional, que tinha manifestado reservas sobre o acordo inicial, disse que a versão revista era compatível com o programa da Zâmbia com o credor baseado em Washington, de acordo com o Ministério das Finanças.
“A OCC está inexplicavelmente a bloquear o caminho para o restabelecimento da sustentabilidade da dívida da Zâmbia, ditando termos que não tem o direito de definir”, afirmou em comunicado um porta-voz de um comité director de obrigacionistas. “A intransigência da OCC arrisca-se a infligir graves danos à economia da Zâmbia e representa uma ameaça existencial para toda a viabilidade do Quadro Comum”.
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