
Dólar Atinge Máximo De Duas Semanas Face Ao Yen Às Vésperas De Reunião Da Fed E Avanços Nas Negociações EUA–China
Expectativas de corte de juros nos Estados Unidos e sinais de progresso nas conversações comerciais com a China sustentam o dólar, enquanto moedas asiáticas e europeias oscilam em reacção à volatilidade cambial.
- O dólar norte-americano atingiu o nível mais alto em duas semanas face ao Yen, impulsionado pelo optimismo nas negociações comerciais EUA–China e pela expectativa da reunião da Reserva Federal (Fed);
- O Presidente Donald Trump deverá encontrar-se com Xi Jinping na Cimeira da APEC, esta quinta-feira, na Coreia do Sul, para formalizar o quadro de um acordo comercial;
- A Fed é amplamente esperada para cortar a taxa directora em 0,25 pp, de 4% para 3,75–4,00%;
- O euro manteve-se estável em 1,1622 USD, enquanto o Yen japonês caiu para 153,17 por dólar, o nível mais baixo desde 10 de Outubro;
- Criptomoedas como o bitcoin e o ether valorizaram-se 1,6% e 3,3%, respectivamente.
O dólar norte-americano iniciou a semana em alta, alcançando o seu nível mais forte em mais de duas semanas face ao Yen, à medida que os mercados antecipam uma nova redução das taxas de juro pela Reserva Federal (Fed) e demonstram optimismo perante os sinais de avanços nas negociações comerciais entre Washington e Pequim.
Optimismo Comercial E Agenda Diplomática Intensa
O fortalecimento do dólar coincidiu com uma semana de intensa diplomacia económica. O Presidente dos EUA, Donald Trump, deverá reunir-se com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, na Cimeira da Cooperação Económica Ásia–Pacífico (APEC), em Gyeongju (Coreia do Sul), para validar o acordo-quadro comercial delineado no último fim-de-semana.
Antes disso, Trump visitará o Japão, onde se encontrará com a nova primeira-ministra Sanae Takaichi, num esforço para consolidar alianças regionais e reforçar a posição norte-americana nas cadeias de valor asiáticas.
Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, as negociações paralelas à cimeira da ASEAN, na Malásia, eliminaram a hipótese de tarifas de 100% sobre as importações chinesas e adiaram em um ano a implementação do regime chinês de licenciamento de minerais e ímanes de terras raras, medida que vinha preocupando os mercados industriais.
Mercado Cambial: Dólar Em Alta, Yen E Euro Estáveis
O dólar subiu 0,15%, atingindo 153,07 Yens, e chegou a 153,17, o nível mais alto desde 10 de Outubro. O índice do dólar (DXY) — que mede o desempenho da moeda norte-americana face a uma cesta de divisas — avançou 0,05% para 98,97.
O euro manteve-se estável em 1,1622 USD, enquanto a moeda única europeia valorizou-se para 178,13 Yens, atingindo um máximo histórico. O franco suíço também atingiu recordes, negociando-se a 192,25 Yens. Já a libra esterlina subiu 0,04%, para 1,3314 USD, e o dólar australiano apreciou-se 0,2%, para 0,6528 USD.
Criptomoedas E Ativos De Risco Acompanham Movimento Positivo
Num ambiente de maior apetite pelo risco, os mercados de criptomoedas acompanharam a tendência de valorização. O bitcoin subiu 1,6%, para 115.157,36 USD, e o ether avançou 3,3%, para 4.198,69 USD, reflectindo expectativas de estabilização monetária e maior liquidez internacional.
Expectativas Em Torno Da Reserva Federal
Os investidores aguardam a decisão da Fed, marcada para quarta-feira, na qual o banco central deverá reduzir a taxa directora em 25 pontos base, de 4% para 3,75–4,00%. A medida já está amplamente descontada nos preços dos activos, mas o mercado permanece atento ao discurso do presidente Jerome Powell, que poderá indicar novos cortes em Dezembro.
De acordo com Mahjabeen Zaman, chefe de pesquisa cambial do ANZ Bank, “a força do dólar deve manter-se no curto prazo; os cortes da Fed estão totalmente precificados, e qualquer comunicação mais prudente poderá reforçar a moeda norte-americana”.
Outros Bancos Centrais Em Foco
No Japão, o Banco do Japão (BoJ) avalia a possibilidade de retomar as subidas de taxas, após anos de política monetária ultra-expansionista, à medida que as preocupações com uma recessão induzida por tarifas começam a dissipar-se.
A combinação de uma Fed mais cautelosa e um BoJ potencialmente mais restritivo deverá continuar a gerar volatilidade cambial nas próximas semanas, especialmente no eixo USD–JPY, sensível às expectativas de juros e à evolução das negociações comerciais.
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