Estudo de viabilidade do Porto de Techobanine deverá custar até US$ 4 milhões, BAD já se disponibilizou a financiar

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De acordo com o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, citado pelo diário “Notícias”, os três países envolvidos no projecto, nomeadamente, Moçambique, Botswana e Zimbabwe, já realizaram um primeiro estudo de forma independente, Milibangalala, mas pretende-se, agora, fazer uma pesquisa mais integrada e actualizada.

O governante revelou que, para o efeito, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai desembolsar entre três e quatro milhões de dólares, a título de donativo, para financiar o estudo de viabilidade do projecto ferro-portuário de Techobanine, no distrito de Matutuine em Maputo, disponibilidade manifestada durante a Cimeira Tripartida entre Moçambique, Botswana e Zimbabwe, realizada na última sexta-feira, 12/07.

Com o estudo de viabilidade, pretende-se garantir que todos os passos exigidos nos projectos desta magnitude sejam seriamente seguidos, pelo que se procura observar a participação de actores nacionais e internacionais, disse o Ministro.

“É neste contexto que convidamos o BAD, como banco de África, onde todos os países africanos são accionistas, para liderar o processo do estudo de viabilidade”, sublinhou, tendo acrescentado que o estudo deve indicar os caminhos a seguir para que o projecto não afecte a vida humana e a biodiversidade.

Disse ainda que o valor definitivo do projecto vai depender, igualmente, deste estudo, que poderá ser, também, financiado pelo BAD, governos envolvidos, parceiros internacionais, entre outros.

“Os países do ‘hinterland’ estão com muita necessidade de fazer o transporte de mercadoria para o mundo através de Moçambique, mas também da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para que esse sonho seja realidade porque vai catapultar o desenvolvimento em toda a região”, explicou 

 A construção do porto orçado entre 800 milhões e 1,9 bilhão de dólares americanos é visto como uma resposta ao crescimento da produção mineira dos países beneficiários, especialmente em um momento de transição energética. 

A nível do comércio regional, o porto de Techobanine promete ser uma solução logística inovadora, não apenas para aliviar os portos sul-africanos, mas também para impulsionar o desenvolvimento económico regional. Com a infra-estrutura adequada, espera-se um aumento significativo no comércio e na movimentação de mercadorias, beneficiando directamente Moçambique, Botswana e Zimbabwe.

À medida que os países avançam com este empreendimento, a expectativa é que ele traga prosperidade e crescimento económico sustentável para toda a região.

De ressaltar que o projecto prevê a construção de um porto de 20 metros de profundidade e um quilómetro de extensão na costa, o porto está estrategicamente localizado nas rotas marítimas internacionais. 

Ele conectará directamente os países do interior, como Botswana e Zimbabwe, aos mercados globais, facilitando o transporte de mercadorias, incluindo combustíveis e minérios. Uma área de 13 mil hectares associada ao porto será destinada a uma zona franca e industrial, pronta para a implementação de diversas unidades industriais.

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