
FACIM precisa de pelos menos US$ 250 milhões para sua modernização
A mudança da FACIM da Cidade de Maputo para Ricatlha, em Marracune, Província de Maputo, comportava a perspectiva de modernização da FACIM, elevando-a do ponto de vista da sua estrutura e funcionalidades, para standards de referência internacional, consolidando o papel do evento como o mais importante fórum de investimentos e negócios do País, com pelo, menos uma projecção regional.
O Governo lançou um concurso em 2021, para identificação, de um parceiro de desenvolvimento do projecto, mas não recebeu propostas minimamente aceitáveis, quer do ponto de vista financeiro como técnico.

Ministro de Indústria e Comércio, Silvino Moreno
Silvino Moreno, Ministro de Indústria e Comércio, reconheceu que a Feira Internacional de Maputo (FACIM), teve em tempos um grande projecto para modernização, que prévia hotéis, sala de convenções, entre outras facilidades, porém o projecto preliminarmente orçado em US$ 250 milhões não avançou por falta de financiamento.
“As propostas que recebemos não demonstravam haver capacidade técnica e nem financeira aceitável.”, disse o Ministro, que frisou que todas as proposta recebidas foram efectivamente desqualificadas.
Silvino Moreno afirmou que o Governo mantém viva a intenção de investir na modernização da FACIM e está a trabalhar em novas formas que incentivem a participação de capital privado no desenvolvimento do projecto de modernização da FACIM, em regime de parceria público-privada.

Presidente da CTA, Agostinho Vuma
O Presidente da CTA, Agostinho Vuma, por sua vez, disse sobre o mesmo assunto, em reacção, que a modernização da FACIM constitui uma enorme preocupação do sector privado, que até já esta organizada para fazer face à uma eventual participação, desta vez mais robustas financeiramente para promover um consórcio ou, uma Parceria Público Privado (PPP). Entretanto, o Presidente da CTA, apontou para aquilo que apelidou de pecado original do processo anterior, no qual o escopo do projecto não ficou claro.
“O grande pecado que gostaríamos que não se repetisse é quando nós estamos a lançar um concurso tem de ter a consciência que esse concurso deve promover transparência”, disse.
Vuma sugeriu que num primeiro momento o governo deve definir os pré-requisitos na base das quais as propostas concorrentes iriam se debruçar, cada uma delas, apresentando a sua mais valia para a materialização do desiderato, sugestão que o Ministro disse ser já nessa perspectiva em que se está a trabalhar.
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