
FENA Projecta Nampula Como Plataforma De Investimento, Indústria E Negócios
- Ministro da Economia, Basílio Muhate, defende que a Feira Económica de Nampula reforça a ligação entre produção, mercados e investidores, consolidando a província como um dos principais pólos de desenvolvimento económico do País.
Questões-Chave
- A VII edição da FENA reúne cerca de 300 expositores nacionais e internacionais, com representações de pelo menos seis províncias e delegações do Mali, Tanzânia e Brasil.
- O Governo considera o certame uma plataforma estratégica para promover investimento, industrialização, empreendedorismo e geração de emprego.
- Nampula procura converter a sua base agrícola, mineira, energética, turística e logística em oportunidades concretas de crescimento sustentável.
- O Executivo defende maior envolvimento do sector privado na formação técnico-profissional da juventude e no fortalecimento das cadeias de valor.
A Feira Económica de Nampula voltou a afirmar-se como uma das principais plataformas de promoção empresarial, investimento e diplomacia económica em Moçambique, reunindo cerca de 300 expositores nacionais e internacionais numa edição que reforça a ambição da província de se posicionar como pólo de produção, comércio, logística e transformação económica.
Na abertura da sétima edição da FENA, sob o lema “Nampula: Porta Aberta ao Futuro”, o Ministro da Economia, Basílio Muhate, defendeu que o certame deve ser entendido não apenas como um espaço de exposição comercial, mas como um instrumento capaz de aproximar produtores, empresários, investidores, instituições públicas e consumidores.
Segundo o governante, a feira cria condições para fortalecer o sector privado, estimular a inovação e estabelecer pontes entre a produção, os mercados e o investimento, com impacto na geração de riqueza, emprego e rendimento para as famílias moçambicanas.
A participação de representantes de pelo menos seis províncias, bem como de delegações provenientes do Mali, Tanzânia e Brasil, reforça a crescente projecção da FENA e evidencia o potencial de Nampula para funcionar como ponto de encontro entre iniciativas empresariais nacionais, regionais e internacionais.
Uma Feira Com Ambição Económica Mais Ampla
Para o Governo, a FENA está directamente alinhada com a agenda de reforço da produção nacional, industrialização, diversificação económica e aumento da competitividade do País.
Basílio Muhate sublinhou que a realização da feira converge com a Política e Estratégia Comercial de Moçambique e com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento, ao incentivar a diversificação de bens e serviços, a promoção das exportações e a mobilização de investimento.
A mensagem central é que o crescimento económico sustentável dependerá, em larga medida, da capacidade de transformar recursos e potencialidades locais em cadeias de valor, produtos competitivos e negócios capazes de gerar emprego duradouro.
Num contexto macroeconómico ainda exigente, o ministro defendeu uma cooperação mais estreita entre o Estado e o sector privado. Esta articulação, sustentou, é essencial para reforçar a resiliência económica, melhorar o ambiente de negócios e assegurar que as oportunidades de investimento se traduzam em resultados concretos para as empresas e para a população.
Nampula Procura Converter Potencial Em Valor
A província de Nampula reúne condições que a colocam entre os principais territórios estratégicos para o desenvolvimento nacional. A sua base populacional, a juventude empreendedora, o potencial agrícola, os recursos minerais, energéticos e turísticos, bem como a localização geográfica, criam uma plataforma diversificada para a expansão económica.
A ligação aos corredores logísticos e ao Porto de Nacala acrescenta uma dimensão particularmente relevante. Estas infra-estruturas permitem conectar a província aos mercados nacionais, regionais e internacionais, abrindo espaço para o crescimento de actividades ligadas à produção agrícola, agro-processamento, comércio, logística, indústria e exportação.
Contudo, transformar esse potencial em riqueza exige mais do que recursos e localização. Exige investimento, infra-estruturas, capacidade empresarial, qualificação profissional e uma maior integração das micro, pequenas e médias empresas nos sectores estratégicos da economia.
É nesta perspectiva que o Governo tem destacado a preparação de um plano de acção para a melhoria do ambiente de negócios, reconhecendo as MPME como a espinha dorsal da economia moçambicana. Estas empresas desempenham um papel decisivo na dinamização dos mercados locais, na criação de postos de trabalho e na expansão das oportunidades de rendimento.
Capital Humano Como Condição Para Crescimento Sustentável
Outro dos eixos sublinhados pelo Ministro da Economia foi a necessidade de reforçar a formação técnico-profissional da juventude. Para Muhate, o sector privado deve assumir um envolvimento mais activo na preparação de competências compatíveis com as exigências do mercado de trabalho e da economia moderna.
A aposta na qualificação é apresentada como uma condição indispensável para que Nampula consiga converter as suas vantagens comparativas em ganhos concretos de produtividade, competitividade e desenvolvimento sustentável.
Num cenário em que a economia exige cada vez mais competências técnicas, capacidade de inovação e adaptação às novas dinâmicas de produção e comércio, a ligação entre empresas, instituições de ensino e jovens será determinante para assegurar que o crescimento económico seja inclusivo.
A FENA decorre até sábado, com pavilhões de exposição, espaços de conferência e iniciativas destinadas a aproximar o público das diversas actividades empresariais e institucionais presentes. Mais do que uma feira, o evento procura reforçar a mensagem de que Nampula pode assumir um papel ainda mais central na mobilização de investimento, no fortalecimento do sector privado e na construção de uma economia nacional mais diversificada.
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