Fluxos de remessas crescem 7,3%

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Os fluxos de remessas para os países de baixo e médio rendimento registaram um crescimento robusto ao longo do ano em curso. Após a ligeira redução registada em 2020, os fluxos iniciaram um processo de recuperação, tendo ascendido aos 589 mil milhões de dólares, um crescimento de 7,3% relativamente aos $549 mil milhões do ano transacto, revelam dados publicados recentemente pelo Banco Mundial (WB, sigla em inglês).

Na sua mais recente edição do Sumário sobre a Migração e Desenvolvimento, o Banco Mundial apontou que o forte crescimento das remessas resultou, essencialmente, dos esforços dos migrantes no apoio às suas famílias em tempos de necessidade, auxiliados pela recuperação económica na Europa e nos Estados Unidos.

“Actualmente, as remessas estão mais do que três vezes acima da ajuda oficial ao desenvolvimento e, excluindo a China, mais de 50 por cento acima do investimento directo estrangeiro.  Isso ressalta a importância dos fluxos de remessas para suavizar o consumo nos países destinatários durante os períodos de dificuldades económicas”, lê-se no relatório.

No computo geral, as remessas registaram um forte crescimento na maioria das regiões, destacando-se a América Latina(21,6%), Caribe (9,7%) e o Oriente Médio (9,7%). Tendo por referência o dólar americano, a Índia, China, México, Filipinas e Egipto figuraram como os cinco maiores destinatários de remessas em 2021.

Paralelamente, os custos de envio de remessas através das fronteiras internacionais continuaram  muito elevados. Os dados do WB apontam que o custo de envio de US$ 200 estabilizou em torno de 6,4% do valor transferido, mantendo-se acima do dobro da meta de desenvolvimento sustentável de 3% até 2030.

No caso específico da África subsaariana, os fluxos voltaram a crescer em 2021, registando um aumento de 6,2%, para US$ 45 bilhões, enquanto os custos tiveram uma média de 8% no primeiro trimestre de 2021, abaixo dos 8,9% de 2020.

Numa análise prospectiva, o WB prevê a manutenção da actual tendência de incremento das remessas para os países de baixo e médio rendimento, descortinando uma taxa de crescimento de 2,6% em 2022, em linha com as previsões macroeconômicas globais. No entanto, alerta que o ressurgimento dos casos do COVID-19 e a retoma de restrições de mobilidade representam um risco negativo para as perspectivas de crescimento global, emprego e fluxos de remessas para os países em desenvolvimento.

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