
Inflação Acelera Em Abril Para 0,63% Com Alimentação A Explicar Maior Parte Da Subida Dos Preços
- Dados do INE mostram inflação acumulada de 2,80% e homóloga de 4,41%, com tomate, couve, cebola, peixe fresco e alface entre os produtos que mais pressionaram o custo de vida
- Inflação mensal situou-se em 0,63% em Abril de 2026;
- Inflação acumulada atingiu 2,80% nos primeiros quatro meses do ano;
- Inflação homóloga fixou-se em 4,41%;
- Alimentação e bebidas não alcoólicas contribuíram com 0,56 pontos percentuais para a inflação mensal;
- Tete registou a maior inflação homóloga entre os centros de recolha, com 8,92%.
Alimentação Volta A Ser O Principal Motor Da Inflação
Moçambique registou, em Abril de 2026, uma inflação mensal de 0,63%, segundo dados do Índice de Preços no Consumidor divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes às oito cidades de recolha de preços. No mesmo período, a inflação acumulada situou-se em 2,80%, enquanto a variação homóloga atingiu 4,41%.
O comportamento dos preços em Abril foi determinado sobretudo pela divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas, que contribuiu com 0,56 pontos percentuais positivos para a variação mensal. Este dado confirma que a pressão sobre o custo de vida continua concentrada nos bens essenciais de consumo das famílias.
Entre os produtos que mais contribuíram para a subida mensal destacam-se o tomate, com aumento de 13,8%, a couve, com 29,4%, a cebola, com 21,3%, o peixe fresco, com 5,9%, a alface, com 23,0%, e o repolho, com 22,7%. Estes produtos, em conjunto com as motorizadas, contribuíram com cerca de 0,83 pontos percentuais positivos para a inflação mensal.
Alguns Produtos Travaram Uma Subida Mais Expressiva
Apesar da tendência geral de aumento, alguns produtos exerceram efeito contrário sobre o índice. O INE destaca quedas nos preços do milho em grão, feijão manteiga, cimento, peixe seco, camarão fresco, pepino e coco, que contribuíram com cerca de 0,23 pontos percentuais negativos para a variação mensal.
Este comportamento revela uma inflação ainda marcada por movimentos diferenciados entre produtos, mas com uma tendência clara: os bens alimentares frescos continuam a ser o principal factor de volatilidade no orçamento das famílias.
Inflação Acumulada Reflecte Pressão Persistente Nos Bens Essenciais
Entre Janeiro e Abril, o nível geral de preços aumentou 2,80%. Também neste indicador, a alimentação e bebidas não alcoólicas lideram a contribuição, com 1,99 pontos percentuais, seguida da habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, com 0,24 pontos percentuais.
Na leitura acumulada, o INE destaca aumentos nos preços do tomate, couve, carvão vegetal, cebola, alface, peixe fresco e carapau, que em conjunto contribuíram com cerca de 1,98 pontos percentuais para a inflação acumulada.
Tete E Xai-Xai Lideram Pressões Regionais
A análise por centros de recolha mostra diferenças relevantes no comportamento dos preços. Em termos mensais, Tete registou a maior subida, com 2,20%, seguida de Nampula, com 1,50%, e Beira, com 1,05%. Quelimane foi o único centro com queda de preços, ao registar uma variação negativa de 0,39%.
Na variação acumulada, Xai-Xai lidera com 6,76%, seguida de Inhambane, com 3,59%, Tete, com 3,53%, Chimoio, com 3,45%, e Beira, com 3,25%.
Já na inflação homóloga, Tete volta a destacar-se, com 8,92%, seguida de Xai-Xai, com 7,48%, e Chimoio, com 6,48%.
Pressão Inflacionária Continua Moderada, Mas Sensível Aos Alimentos
A inflação homóloga de 4,41% mantém-se num patamar relativamente moderado, mas a composição do índice revela uma pressão sensível sobre produtos essenciais. A alimentação e bebidas não alcoólicas registaram uma variação homóloga de 10,24%, tornando-se o principal foco de preocupação social e económica.
Num contexto em que grande parte do rendimento das famílias é absorvido por despesas alimentares, a inflação dos bens essenciais tem impacto directo no poder de compra, mesmo quando a inflação agregada permanece controlada.
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