Insatisfação com o funcionamento dos regimes democráticos em Africa é preocupante

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Menos de quatro em cada dez cidadãos africanos estão satisfeitos com o funcionamento da democracia nos seus países, revela  o mais recente estudo da rede de sondagens Afrobarometer, apresentado em Washington, num evento da Carnegie Endowment for International Peace.

As conclusões referem-se a um inquérito realizado em 34 países africanos com entre 1.200 a 2.400 participantes, escolhidos aleatoriamente, mas com representação proporcional de cada grupo populacional, tendo revelado que, em média, apenas 37% dos cidadãos estão satisfeitos com o actual funcionamento dos regimes democráticos nos seus países. Uma média que está a piorar e que marca uma “tendência preocupante”, declarou, na última quinta-feira, 28/10, o diretor da rede de sondagens Afrobarometer.

Joseph Asunka, CEO da Afrobarometer, revelou que o nível de satisfação com as democracias africanas tem descido de ano para ano e marca uma “tendência preocupante, que dá a sensação de estarmos sentados numa bomba-relógio”.

Apenas 17% dos participantes em Angola se consideraram satisfeitos com o funcionamento do regime democrático nacional. Em Cabo Verde, a satisfação foi expressa por 23% dos inquiridos, enquanto em Moçambique, 42% se deram como satisfeitos pela democracia nacional.

O facto de a população do continente ser jovem, deparada com uma “crescente frustração” e situações de desemprego, são algumas das razões apontadas para a crescente insatisfação.

_Pelo menos sete em cada dez cidadãos africanos prefere a democracia a qualquer outra forma de governação

Apesar dos baixos níveis de satisfação no que refere ao funcionamento, a população africana apresenta um apoio “muito robusto” à democracia como melhor forma de governação, rejeitando categoricamente os governos autoritários.

“O apoio popular aos regimes democráticos permanece muito robusto em África”,  frisou Asunka,  já que o número médio dos que preferem a democracia a qualquer outra forma de governação nunca é menor do que sete em cada 10 cidadãos africanos.

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