Fundamentalmente através da  Agência de Cooperação Internacional (JICA),  o Japão investiu em Moçambique, cerca de 200 mil milhões de ienes, o equivalente a cerca de 86,5 mil milhões de meticais, desde o início da cooperação com o País, há sensivelmente vinte anos. O Vice-Presidente da JICA, Naoki Ando, disse que a maior parte dos investimentos foi destinada, sobretudo, ao sector das Infra-estruturas económicas.

“A JICA, até hoje, investiu 200 bilhões (mil milhões) de ienes, o que seria equivalente, no câmbio de hoje, a 86.5 bilhões de meticais”, disse Ando, na quarta-feira, 15/11, em Maputo, à margem da Cerimónia de Celebração do 20º Aniversário da JICA em Moçambique.

O Vice-Presidente da JICA, para a área de infra-estruturas económicas, falando do futuro disse que a construção de portos, estradas e aeroportos poderão estar no topo da lista de novos investimentos.

“Sobre os investimentos futuros, nós não temos como dar números precisos, mas, considerando a importância estratégica de Moçambique, nossa intenção, como JICA, vamos nos esforçar para manter ou aumentar o volume dos investimentos”, assegurou.

O Vice-Presidente da JICA, frisou ainda que o mais importante para a agência é o investimento no capital humano e, por isso, considera relevante que em Moçambique haja um investimento contínuo na formação de pessoas.

Vice-Presidente da JICA, Naoki Ando

“Investimos muito no desenvolvimento dos recursos humanos e, para nós, é estratégico que Moçambique continue a investir nessa área”, acrescentou.

Já o Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, reconheceu que o Japão tem sido um dos parceiros de Moçambique para investimento no sector de infra-estruturas que não só beneficiam a Moçambique, mas também a alguns países da região, no caso, os do interland.

Manuel Gonçalves recordou a reinauguração do Porto de Nacala, na Província de Nampula, norte do País, como uma das evidências da relevância do investimento japonês para o desenvolvimento do País e da região, no domínio das infra-estruturas.

“Depois da assinatura do Acordo Geral de Paz, vimos o Japão a virar para implantar infra-estruturas, com destaque para o Porto de Nacala (cujas obras de requalificação terminaram em Outubro último) que vai servir, não só Moçambique, mas também a África Austral”, disse.

As obras de requalificação do Porto de Nacala incidiram no aumento de cais, alargamento das estradas de acesso, construção de edifícios para subestações eléctricas, bem como a instalação de equipamentos modernos para manuseamento de carga e toda a logística ferro-portuária, cujo financiamento foi dado, a título de empréstimo concessionário, pelo Japão, no valor de US$ 249 milhões

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