
Manuseamento de carga no porto de Maputo cresce 21% e estabelece novo recorde
O Porto de Maputo alcançou um nível histórico no manuseamento de carga em 2021, 1,2 milhões de toneladas acima do recorde anterior de 21 milhões de toneladas registado em 2019, anunciou a companhia gestora em comunicado divulgado semana finda, 26/01.
O volume de carga manuseada registou um crescimento de 21%, para 22,2 milhões de toneladas em 2021, contra as 18,3 milhões de toneladas de 2020, “um reflexo da recuperação do mercado pós-COVID mas também do uso eficiente dos cais 7, 8 e 9, a par da expansão da terminal de ferros e uma linha ferroviária dedicada”, referiu a Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC).
Resultado de ganhos de eficiência associados ao desenvolvimento de infra-estruturas – incluindo os trabalhos em curso de reabilitação dos cais e dragagem do canal, com conclusão prevista para abril – e o investimento e implementação de soluções de automação, o porto superou sucessivamente todos os seus recordes de manuseamento ao longo do referido período.
“O porto já começou a colher os frutos deste desenvolvimento de infraestruturas”, referiu Osório Lucas, Director-Executivo da MPDC, explicando que, como resultado, o porto atingiu níveis históricos no manuseamento de carga ao longo do ano transacto, tendo registado um máximo de 145.545 toneladas de magnetite carregadas num navio (no Terminal de Carvão da Matola) e um recorde de 140.000 toneladas de minério de crómio carregadas num navio de uma operação da MPDC.
Apesar de ter registado um ligeiro declínio nos volumes ferroviários de crómio e ferro-crómio, cerca de 4%, e no rácio ferrovia vs. Rodovia, de 25%/75% em 2020 para 21%/79% em 2021, o porto mantém um enorme potencial para crescimento dos volumes ferroviários promovido pelas recentes melhorias e investimento na infraestrutura ferroviária, revelou.
Para 2022, o Porto de Maputo permanece optimista com boas perspectivas de um crescimento continuado. “Acreditamos que iremos abraçar o potencial total do nosso investimento tanto em infraestrutura, como em soluções tecnológicas e capital humano”, concluiu o Director-Executivo.(OE)
















