A medida do Banco Central de agravar o coeficiente de reservas obrigatórias agrava de forma significativa os custos de intermediação dos bancos, implicando uma redução nas taxas de depósitos dos clientes. A constatação é da Associação Moçambicana de Bancos (AMB), que diz ainda que a decisão retira um montante significativo de liquidez que existia no sistema financeiro.

De acordo com a AMB a partir de 1 de Abril, os clientes irão percepcionar um acréscimo no custo do crédito devido ao impacto que o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional tem no mecanismo do cálculo PRSF, que é a taxa de referencia para o crédito no sistema financeiro de Moçambique.  

Segundo a Associação Moçambicana de Bancos, citada pelo País Económico, o impacto será sentido no mercado de forma faseada em função do sistema financeiro nacional. Os Bancos decidiram, por enquanto, manter a taxa de referência para créditos bancários a Prime Rate a vigorar este mês de Fevereiro, nos 22,60%.

Esta é a segunda vez que consecutiva em que a associação mantém a taxa referida, depois de em Dezembro, ter decidido aumentar a referida taxa de 20,60% para 22,60%, a maior subida dos últimos 22 meses.

“No quadro da implementação do Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano, a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) comunica o Indexante Único, o Prémio de Custo e a Prime Rate a vigorar no mês de Fevereiro de 2023”.

SUBSCREVA O.ECONÓMICO REPORT
Aceito que a minha informação pessoal seja transferida para MailChimp ( mais informação )
Subscreva O.Económico Report e fique a par do essencial e relevante sobre a dinâmica da economia e das empresas em Moçambique
Não gostamos de spam. O seu endereço de correio electrónico não será vendido ou partilhado com mais ninguém.