
Banco De Moçambique Reforça Vigilância Financeira Após Saída Da Lista Cinzenta do GAFI
Workshop realizado em Maputo destaca riscos crescentes e sublinha que saída da lista cinzenta do GAFI representa apenas uma nova fase de exigência institucional
- Banco de Moçambique promove workshop para reforçar combate ao branqueamento de capitais;
- Autoridades alertam para crescente complexidade dos riscos financeiros ilícitos;
- Saída da lista cinzenta do GAFI é considerada um marco, mas não um ponto final;
- Reforço da capacidade institucional e supervisão contínua são prioridades;
- Cooperação entre entidades nacionais e internacionais é vista como determinante;
- Integridade do sistema financeiro assume centralidade para confiança e investimento.
Banco Central Mobiliza Instituições Para Reforçar Integridade Financeira
O Banco de Moçambique promoveu, esta segunda-feira, em Maputo, um workshop sobre o combate ao branqueamento de capitais, reunindo representantes de instituições públicas, sector financeiro e parceiros internacionais, numa iniciativa organizada em coordenação com o Instituto de Gestão Macroeconómica e Financeira da África Oriental e Austral (MEFMI) .
O evento surge num contexto em que os riscos associados ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo se tornam cada vez mais complexos, exigindo respostas institucionais mais robustas e coordenadas.
Branqueamento De Capitais Como Ameaça Sistémica
Na sua intervenção de abertura, o Administrador do Banco de Moçambique, Jamal Omar, sublinhou que o branqueamento de capitais deixou de ser um fenómeno meramente técnico, assumindo-se como uma ameaça directa ao Estado de direito, à estabilidade financeira e ao ambiente de negócios.
“Onde estes fenómenos prosperam, perde a economia, perde a sociedade”, afirmou, destacando o impacto transversal destas práticas ilícitas sobre o desenvolvimento económico e o bem-estar social.
Saída Da Lista Cinzenta Do GAFI: Um Marco Com Novas Responsabilidades
Um dos pontos centrais do discurso foi a recente retirada de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira (GAFI), considerada um marco relevante no reforço da credibilidade do sistema financeiro nacional.
Contudo, o responsável advertiu que este avanço não deve ser interpretado como um ponto de chegada, mas antes como o início de uma fase mais exigente, em que o país deverá demonstrar capacidade contínua de implementação e cumprimento das normas internacionais.
Capacidade Institucional No Centro Da Resposta
O Banco de Moçambique tem vindo a reforçar o seu papel na supervisão e mitigação dos riscos associados ao branqueamento de capitais, em estreita coordenação com entidades como o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), o Ministério Público e outras autoridades competentes.
O foco está agora no fortalecimento das capacidades das instituições financeiras, de forma a garantir maior eficácia na identificação de operações suspeitas e na prevenção de abusos do sistema.
Alinhamento Com Padrões Internacionais E Cooperação Regional
O combate ao branqueamento de capitais insere-se num esforço global coordenado por organismos como o GAFI e instituições regionais, visando impedir a utilização dos sistemas financeiros para actividades ilícitas, incluindo o financiamento do terrorismo e da proliferação de armas.
Neste contexto, a cooperação regional e internacional assume um papel determinante, particularmente em economias abertas e integradas nos fluxos financeiros globais.
Integridade Financeira Como Pilar Do Ambiente De Negócios
A integridade do sistema financeiro surge como um elemento central para a confiança dos investidores e para o funcionamento eficiente da economia.
Ao reforçar os mecanismos de controlo e supervisão, Moçambique procura não apenas cumprir obrigações internacionais, mas também consolidar um ambiente de negócios mais transparente, previsível e atractivo.
Entre Progresso Institucional E Necessidade De Consolidação
O workshop reflecte uma fase de transição no sistema financeiro moçambicano: de um processo de ajustamento e conformidade para uma etapa de consolidação e aprofundamento institucional.
O desafio passa agora por garantir que os avanços alcançados se traduzam em práticas consistentes, sustentadas e eficazes, capazes de proteger o sistema financeiro e apoiar o desenvolvimento económico do país.
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