
Moçambique reforçou, em Novembro, as reservas internacionais e capacidade de importar
As reservas internacionais de Moçambique atingiram em Novembro US$ 3.143 milhões de dólares, reforçando a capacidade de importação de bens e serviços, revelam segundo dados oficiais, tornados públicos pelo Banco de Moçambique
“As reservas internacionais do País mantêm-se em níveis satisfatórios”, indica o Banco de Moçambique.
“A posição externa do país, medida pelas reservas internacionais brutas, mantém-se satisfatória, tendo registado um saldo acumulado de cerca de US$ 3.143 milhões de dólares até ao dia 15 de Novembro de 2023”, acrescenta-se.
Este volume de reservas brutas, segundo o banco central, é “suficiente para garantir a cobertura de cerca de quatro meses de importações de bens e serviços”, neste caso excluindo os denominados “grandes projectos” em curso, essencialmente na área da extracção mineira.
Em Janeiro deste ano, o Banco de Moçambique aumentou o rácio de reservas obrigatórias para depósitos à ordem, em moeda estrangeira, de 11,5% para 28%, e em Abril reduziu o fornecimento de reservas aos importadores de combustível de 100% para 60%.
O Governo moçambicano definiu no Orçamento do Estado de 2023 o objectivo de constituir Reservas Internacionais Líquidas no valor de US$ 2.936,6 milhões de dólares, “correspondentes a três meses de cobertura das importações de bens e serviços não factoriais”.
As reservas internacionais de Moçambique estão em queda desde 2021, divulgou em Julho o Fundo Monetário Internacional (FMI).
“As reservas internacionais brutas cobrem quase 4,3 meses de importações [final de 2022], o que está acima do ‘buffer’ mínimo comummente recomendado”, de “pelo menos três meses”, refere-se num relatório do FMI, sobre a aprovação final da revisão ao Programa de Financiamento Ampliado (ECF) para Moçambique.
No relatório acrescenta-se que essas reservas internacionais de Moçambique têm “caído desde o início de 2021” e atingiram os US$ 2.900 milhões de dólares no final do ano passado.
O FMI reconhece o impacto dos “altos custos” com a importação de combustíveis nas reservas internacionais de Moçambique, tendo em conta o fornecimento de divisas aos principais importadores de combustíveis.
“Ao mesmo tempo, as importações não relacionadas com megaprojectos aumentaram significativamente nos últimos dois anos, diminuindo ainda mais a cobertura de importações das reservas”, aponta-se no documento.
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