
Ajay Banga apela a um reaprovisionamento recorde do fundo para os países mais pobres
O Presidente do Banco Mundial, apelou na quarta-feira, 06 de Dezembro, aos países membros para que a próxima reposição dos fundos do banco para os países mais pobres do mundo seja a maior de sempre, alertando que a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID) estava a ser levada aos seus limites por exigências crescentes.
Na abertura de uma revisão intercalar da 20ª reconstituição da AID, que totaliza US$ 93 mil milhões de dólares, Banga afirmou que os accionistas do Banco Mundial, os países doadores e as organizações filantrópicas tinham de ir mais fundo para ajudar a AID a obter melhores resultados de desenvolvimento para os países de baixos rendimentos.
A verdade é que estamos a ultrapassar os limites deste importante recurso concepcional e nenhuma quantidade de engenharia financeira criativa irá compensar o facto de precisarmos de mais financiamento”, disse Banga numa conferência.
Banga disse numa conferência em Zanzibar, na Tanzânia. “Isto deve levar cada um de nós a fazer da próxima reposição da AID a maior de todos os tempos”.
A actual 20.ª ronda de financiamento da AID deverá estar concluída a 30 de Junho de 2025. A conferência de Zanzibar tem por objectivo aumentar esse financiamento, mas Banga aproveitou para lançar a sua campanha para que a ronda de financiamento seguinte ultrapasse largamente os US$ 93 mil milhões de dólares.
O seu apelo ao aumento dos recursos concessionais, que se esgotaram devido à lenta recuperação da COVID-19 e às repercussões negativas da guerra da Rússia na Ucrânia, surgiu dias depois de Banga ter salientado os ambiciosos planos do Banco Mundial para expandir o financiamento climático na conferência COP28 no Dubai.
Na COP28, Banga anunciou novos objectivos para aumentar a parte relacionada com o clima do seu financiamento anual total para 45% dos actuais 35%, com um aumento imediato de cerca de US$ 9 mil milhões de dólares. Alguns países em desenvolvimento manifestaram a sua preocupação com o facto de a nova missão alargada do mutuante para fazer face às alterações climáticas e a outras crises globais desviar o financiamento e a atenção da principal missão de desenvolvimento do banco.
Banga prometeu prosseguir ambas e argumenta que o desenvolvimento positivo e os resultados climáticos dependem um do outro.
Afirmou também que o Banco Mundial precisa de renovar a forma como avalia o seu desempenho para se centrar na melhoria dos resultados e não no número de projectos ou de dólares desembolsados. Isso significa avançar para plataformas que possam ser reproduzidas, como uma mini-rede financiada pela AID que fornece electricidade a comunidades rurais na Nigéria.
“Mas este é apenas um exemplo, quero ver mais 100 000 – 200 000 – meio milhão”, afirmou, acrescentando que a AID estava a investir US$ 5 mil milhões de dólares para fornecer electricidade renovável a preços acessíveis a 100 milhões de africanos antes de 2030.
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