
O Banco Africano de Desenvolvimento oferece à África do Sul um acordo de financiamento para angariar 41 mil milhões de dólares
O Banco Africano de Desenvolvimento, AfDB, propôs à África do Sul um plano financeiro que poderá ajudar o País a utilizar os 8,5 mil milhões de dólares em financiamento climático prometidos por algumas das nações mais ricas do mundo para angariar ainda mais fundos.
O AfDB recomendou, por intermédio do seu Presidente, Akinwumi Adesina, numa entrevista na quinta-feira, no escritório da Bloomberg em Nova Iorque, que a África do Sul guardasse os fundos numa sociedade/veículo para propósitos especiais (SPV), que pode buscar uma notação de crédito ou pode vender títulos de cupão zero para angariar até 41 mil milhões de dólares.
Sabe-se que os EUA, Reino Unido, Alemanha, França e União Europeia planeiam alocar 8,5 mil milhões de dólares à África do Sul para ajudar o país a reduzir a sua utilização de carvão, que é utilizado para gerar mais de 80% da sua electricidade.
A Africa do Sul é o 13º maior produtor mundial de gases com efeito de estufa terá de gastar 250 mil milhões de dólares nas próximas três décadas para financiar o encerramento de centrais eléctricas alimentadas a carvão, desenvolver fontes de energia verdes e uma rede eléctrica alargada, de acordo com um estudo divulgado em Maio.
A África do Sul está a trabalhar num plano para aceder aos fundos, que será uma combinação de subvenções, financiamento concessional e potenciais garantias. Entretanto, especialistas em project finance, alertam que a estrutura das modalidades de financiamento, que poderá ser numa base projecto a projecto, poderá impossibilitar a utilização de uma estrutura SPV, para além do facto de que a proposta do AfDB estar a ter pouco apoio na África do Sul ou dos parceiros de financiamento, de acordo especialistas convidados a analisar a abordagem do AfDB.













