Holanda Vai Investir Cerca de 25 milhões de Euros por Ano, Entre 2023 e 2026, em Moçambique

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  • A Embaixada de Holanda tem cerca de 25 milhões de Euros por ano para investir em áreas de Desenvolvimento em Sofala e Cabo Delgado.

A área de clima constitui uma prioridade para os investimentos da Holanda, embora não seja de forma directa.

À margem do workshop sobre transição energética em Moçambique, organizado pela Câmara de Energia de Moçambique, o Reino dos Países anunciou uma carteira de investimentos no período de quatro anos, isto é 2023-2026. Em cada ano serão desembolsados 25 milhões de Euros, em áreas como segurança alimentar e nutricional, água e Saneamento e Saúde para Sofala e Cabo Delgado. A informação foi avançada pelo oficial de mudanças climáticas na embaixada holandesa, Ataíde Sacramento.

“Estamos a dar um grande apoio neste ano, aprovámos uma estratégia da embaixada para os próximos quatro anos, de cerca de 20 a 25 milhões de Euros por ano até 2026, que é para, sobretudo, adaptar e apoiar as pessoas em Cabo Delgado e Corredor da Beira, que são nossas áreas de intervenção. Queremos garantir que as pessoas estejam, de uma forma fácil, adaptadas a esses desafios que as mudanças climáticas estão a dar para o país”.

A embaixada da Holanda considera o clima como área transversal, daí que cada investimento tem de ser na perspectiva de Intervenção Resiliente ao Clima, (IRC).

“E nós, quando falamos de mudanças climáticas, nós falamos de área da adaptação e área de mitigação. Por exemplo, na área de adaptação, nós estamos a apoiar programas de desenvolvimento, nos sectores de segurança alimentar e nutricional, água, apoiamos nas discussões, na diplomacia energética, na questão de transição e, sobretudo, a mitigação de mudanças climáticas”.

Sacramento disse que já há parceiros de implementação dos projectos e alguns iniciam próximo ano.

 “Já existem parceiros de implementação, brevemente alguns vão submeter os seus projectos ainda este ano e outros no início do próximo ano. Nós temos programas a andar, ou seja, o dinheiro já começou a ser desembolsado”.

 Outro tema que levanta acesos debates na actualidade é a reivindicação de compensação dos países menos poluentes pelos mais industrializados. A Embaixada da Holanda fala de um assunto encaminhado.

“Essa é uma discussão que está a ser feita a nível da COP, obviamente, os países do Terceiro Mundo ou os países em desenvolvimento neste momento estão a pedir compensação, mas a compensação não tem que ser vista, porque alguém está a sofrer e tem que se dar dinheiro. Na última COP (27), saiu uma decisão em que concordou-se que países menos desenvolvidos e vulneráveis às mudanças climáticas como Moçambique vão ter acesso a fundos de perdas e danos, é uma discussão que felizmente já esta a adquirir consensos ao nível das Nações Unidas”. Concluiu.

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