Ocidente escala Índia, próxima semana, busca “tirar brilho” aos diamantes russos

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As nações ocidentais estão a enviar representantes à Índia, onde se localiza 90% do corte e polimento de pedras preciosas raras, para discutir os efeitos potenciais de quaisquer restrições do G7 às importações de diamantes russos em bruto, disseram à Reuters fontes próximas do assunto junto da administração Biden.

“Há uma viagem na próxima semana à Índia, vários países vão verificar certos elementos de implementação. Acho que isso será muito importante para as decisões das pessoas “, disse um alto funcionário à Reuters na quarta-feira, 20 de Setembro.

Um segundo responsável norte-americano disse igualmente à Reuters, na quinta-feira, 21/09, que representantes dos Estados Unidos e dos seus aliados do G7, o grupo dos países mais industrializados, bem como da Bélgica, deslocar-se-ão a Bombaim e Surat, cidade onde são lapidados cerca de 80% dos diamantes do mundo.

Os países do G7 estão a trabalhar num sistema de rastreio que lhes permitirá bloquear as importações de pedras extraídas na Rússia, o maior produtor mundial de pedras preciosas em bruto.

O plano poderia transformar a cadeia global de fornecimento de diamantes, mas a implementação dependerá fortemente da Índia, cuja indústria de diamantes emprega milhões de pessoas.

Os funcionários da Administração Biden falaram à Reuters sob anonimato à margem da reunião anual de líderes mundiais na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.

As autoridades belgas – onde a histórica cidade de Antuérpia é o principal centro de comércio de diamantes do mundo – esperam que o G7 anuncie a proibição nas próximas semanas, numa tentativa de apertar a capacidade da Rússia de financiar a guerra na Ucrânia.

A Bélgica, que não faz parte do G7, mas é membro da União Europeia, tem bloqueado quaisquer sanções contra os diamantes russos pretendidas pelos falcões da UE.

A UE, onde a imposição de sanções requer o apoio unânime de todos os 27 Estados-Membros, impôs 11 rondas de restrições comerciais à Rússia como punição desde que Moscovo invadiu a Ucrânia, atacando por terra, mar e ar em Fevereiro de 2022.

Os diamantes russos e a mineradora controlada pelo Estado Alrosa permaneceram até agora fora dos limites, já que a Bélgica disse que o comércio perdido em Antuérpia seria redireccionado para outro lugar, a menos que qualquer proibição de importação da UE seja apoiada por mais países em todo o mundo.

A Polónia, um dos principais críticos da Rússia, lançou esta semana um novo apelo para que a UE imponha sanções aos diamantes russos, cujas vendas renderam a Moscovo mais de 4,5 mil milhões de dólares em 2022. A UE comprou cerca de 1,5 mil milhões de dólares de diamantes russos no ano passado.

Após a invasão da Ucrânia por Moscovo, Washington impôs sanções à Alrosa e proibiu a importação de diamantes não industriais de origem russa para os Estados Unidos.

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