Países ao longo da zona indo-pacífico devem promover desenvolvimento sócio-económico – defende Kunihiko Miyake

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  • Os países localizados na região dos oceanos Índico e Pacífico devem trabalhar em coordenação para garantir a segurança da navegação marítima, o exercício do comércio livre e a estabilidade política das nações. 

A posição foi defendida ontem (24/01), em Tóquio, pelo director e conselheiro especial do Instituto Canon para Estudos Globais, Kunihiko Miyake, em conversa com o “Notícias” sobre o “Indo-Pacífico Livre e Aberto e Segurança do Japão”. 

Trata-se de um conceito através do qual o governo japonês procura garantir os princípios indispensáveis para a estabilidade e prosperidade das regiões em redor, tais como o livre comércio, a liberdade de navegação e estado de direito, com os quais as ordens internacionais estabelecem-se. 

O “Indo-Pacífico Livre e Aberto” é um dos pilares da diplomacia japonesa e, Moçambique, sendo banhado por este mar, é um dos parceiros mais importantes, tendo beneficiado de financiamento para a promoção de corredores de desenvolvimento.

Director e conselheiro especial do Instituto Canon para Estudos Globais, Kunihiko Miyake

Segundo Miyake, é preciso que os países localizados junto ao mar unam esforços para a manutenção do status quo, promovendo o crescimento sócio-económico e bem-estar dos seus povos. 

Um dos investimentos a ser feito na área de segurança marítima, segundo a fonte, é o treinamento da guarda costeira e fortalecimento da capacidade das forças de defesa para enfrentarem as ameaças constantes da exploração ilegal de recursos marinhos e outras actividades ilícitas. 

Manifestou preocupação com o exacerbar do nacionalismo em alguns países asiáticos e africanos, situação que pode comprometer a estabilidade e ordem mundial, se não forem adoptadas medidas acertadas para travar possíveis actos de violência. 

“O nacionalismo é como o ópio que pode explodir a qualquer momento. Não gostaríamos que alguns países cometessem os erros que cometemos no passado e que culminaram com ataques nucleares”, disse. 

Para o académico, os países africanos devem ainda concentrar-se nas agendas nacionais de desenvolvimento, forjando parcerias capazes de conduzir ao alcance do bem-estar comum, navegação segura e fluidez das trocas comerciais.

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