Petróleo Estende Perdas: Queda de 1% Ante Expectativa de Novo Aumento da Produção pela OPEP+

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Brent recua para 66,96 USD e WTI para 63,33 USD; investidores atentos à reunião de domingo em que produtores deverão considerar mais um aumento de produção.

Questões-Chave:
  • Brent cai 1% para 66,96 USD; WTI recua 1% para 63,33 USD;
  • OPEP+ deverá discutir novo aumento de produção em outubro, após já ter ampliado quotas em 2,2 milhões bpd desde abril;
  • Mercados avaliam risco de acumulação de inventários no inverno, que pode pressionar preços ainda mais;
  • Analistas preveem Brent a negociar na faixa dos 60–65 USD no curto e médio prazo;
  • Dados macroeconómicos frágeis nos EUA e aumento inesperado das reservas de crude reforçam pressão descendente.

O petróleo voltou a cair esta quinta-feira, recuando 1% e prolongando as perdas da véspera, à medida que os investidores antecipam a reunião de domingo da OPEP+, em que os principais produtores deverão discutir um novo aumento das metas de produção.


O Brent desvalorizou 62 cêntimos, ou 1%, para 66,96 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caiu 64 cêntimos, para 63,33 dólares. A queda sucede ao recuo superior a 2% na sessão anterior, num contexto de ajustamento das expetativas de mercado em torno da oferta global de petróleo.

Segundo fontes próximas da organização citadas pela Reuters, oito membros da OPEP+ vão avaliar a possibilidade de novos aumentos de produção em outubro, num esforço para recuperar quota de mercado. A decisão surgiria após a organização já ter acordado elevar a produção em cerca de 2,2 milhões de barris por dia (bpd) entre abril e setembro, além de uma quota adicional de 300 mil bpd atribuída aos Emirados Árabes Unidos.

Especialistas alertam que, embora o mercado tenha absorvido relativamente bem os aumentos no terceiro trimestre — tradicionalmente de maior consumo —, o verdadeiro teste poderá chegar nos meses de inverno, quando o risco de acumulação de inventários tende a aumentar. “Não vemos demasiados fatores positivos neste momento, assumindo que as questões geopolíticas se mantenham contidas”, afirmou Suvro Sarkar, do DBS Bank, prevendo que o Brent se mantenha na faixa dos 60 a 65 dólares no curto e médio prazo.

Do lado da procura, a pressão mantém-se. Indicadores macroeconómicos recentes dos Estados Unidos — maior consumidor mundial de crude — vieram semear dúvidas sobre a robustez da recuperação da procura. O relatório do API (American Petroleum Institute) revelou um aumento inesperado das reservas de petróleo bruto em 622 mil barris na semana terminada a 29 de agosto, contrariando as estimativas dos analistas, que apontavam para uma queda de cerca de 2 milhões de barris.

Este cenário, conjugando expectativas de maior oferta com sinais de procura menos robusta, poderá acentuar a trajetória descendente dos preços do petróleo, reavivando preocupações sobre a sustentabilidade do equilíbrio do mercado energético no final de 2025.

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