
Petróleo na casa dos 96,5 dólares já recuou +12% esta semana
Descida dos preços do barril pode trazer mais um alívio na fatura das famílias e empresas com a compra de combustíveis, caso a tendência de queda se mantenha.
Os preços do petróleo continuavam a negociar em baixa na manhã desta quinta-feira, apesar do anúncio de um dos aumentos de produção mais tímidos da história do cartel internacional de produtores, a Organização dos Países Produtores de Petróleo, OPEP. Os investidores estão a acusar notícias de que as reservas de crude e de gasolina dos EUA aumentaram inesperadamente na semana passada.
Os futuros do Brent, referência para as importações nacionais, desciam 0,25%, para 96,54 dólares por barril. Enquanto isso, o norte-americano WTI recuava 0,1%, negociando em cerca de 90,59 dólares.
A manter-se a tendência, a matéria-prima poderá registar uma das maiores quedas semanais desde o início de abril. Desde segunda-feira que o Brent acumula uma perda superior a 12%, que pode trazer mais notícias positivas para as famílias, aliviando um dos factores que têm alimentado a inflação.
OPEP+ vai aumentar oferta de petróleo, mas a um ritmo lento
Esta descida dá-se mesmo depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) ter decidido, na quarta-feira, um aumento de produção em setembro de apenas 100 mil barris diários. É um dos ritmos mais baixos da história do cartel, o que representou uma derrota diplomática para a Casa Branca, que esperava e desejava mais.
O Presidente dos EUA, Joe Biden, que visitou a Arábia Saudita recentemente na expectativa de convencer Riade a aumentar a produção num volume capaz de pressionar os preços dos combustíveis, ao contrário da Rússia, aliada dos países exportadores, que tem interesse em que os preços se mantenham elevados.














