Petróleo Recua, Mas Tensões Geopolíticas Limitam Quedas

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Questões-Chave:
  • Brent caiu 0,5% para US$ 68,14/barril, enquanto o WTI recuou 0,5% para US$ 64,20/barril;
  • O recuo ocorre após uma alta de mais de 1% na sessão anterior;
  • Ataques de drones a infraestruturas russas aumentam receios de interrupções de fornecimento;
  • Fed deverá anunciar corte de 25 pontos base, podendo estimular a procura de combustível;
  • Reservas de crude nos EUA caíram na última semana, segundo dados preliminares da API.

Os preços do petróleo recuaram esta quarta-feira, após ganhos superiores a 1% na sessão anterior, num movimento condicionado pela expectativa em torno da reunião da Reserva Federal dos Estados Unidos. Apesar da correção, as tensões geopolíticas ligadas aos ataques da Ucrânia contra a infraestrutura energética da Rússia limitaram as perdas, mantendo os investidores atentos aos riscos de oferta.

Às 08h10 GMT, os futuros do Brent desciam US$ 0,33 (0,5%), para US$ 68,14/barril, enquanto os futuros do WTI recuavam US$ 0,32 (0,5%), para US$ 64,20/barril. A descida seguiu-se a um fecho positivo na sessão anterior, em que ambos os benchmarks valorizaram mais de 1% devido a receios de que a Rússia possa ter de reduzir a produção após ataques de drones ucranianos contra portos e refinarias.

O monopólio russo de oleodutos Transneft terá mesmo alertado produtores para a possibilidade de cortes de produção, noticiou a Reuters, citando fontes da indústria.

De acordo com o analista John Evans, da PVM Oil Associates, “se os danos causados pelos drones se revelarem de curta duração, o mercado voltará à sua faixa recente de cerca de US$ 5 por barril. Com o impasse nas sanções e o aumento da produção da OPEP, a única esperança para uma nova recuperação do petróleo é a escassez de destilados com a aproximação do inverno”.

Para além do risco geopolítico, os mercados aguardam pela decisão da Fed. Um corte de 0,25 pontos percentuais é amplamente antecipado, com potenciais efeitos positivos na procura de combustível ao reduzir os custos de financiamento.
Segundo Priyanka Sachdeva, analista sénior da Phillip Nova, “os mercados apostam que um corte de taxas poderá apoiar a procura, mas continuo cautelosa. O excesso de oferta global em 2025 parece inevitável com o aumento da produção da OPEP+”.

Do lado da oferta norte-americana, dados preliminares da American Petroleum Institute (API) apontaram para uma queda nos inventários de crude e gasolina, enquanto as reservas de destilados aumentaram. O mercado aguarda agora os números oficiais da Energy Information Administration (EIA), sendo que analistas consultados pela Reuters preveem novas descidas nas reservas de crude.

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