
Procura de GNL poderá aumentar para 700 milhões de toneladas até 2040
A procura global de Gás Natural Liquefeito (GNL) poderá aumentar para 700 milhões de toneladas até 2040, impulsionada principalmente pela procura dos países com metas de emissões líquidas zero, revela o mais recente LNG Outlook da Shell.
De acordo com as estimativas, a Ásia deverá impulsionar quase 75% desse crescimento, à medida que a produção doméstica de gás diminui e o GNL substitui fontes de energia de maior emissão, resolvendo as preocupações com a qualidade do ar e cumprindo as metas de emissões.
À medida que a demanda cresce, espera-se um desequilíbrio entre a oferta e a procura em meados da presente década, com menos novas produções entrando em operação do que o projectado anteriormente. “Apenas 3 milhões de toneladas em nova capacidade de produção de GNL foram anunciadas em 2020, abaixo de 60 milhões de toneladas previstas”, revela a Shell.
As perspectivas indicam para um crescimento global da procura por GNL nos próximos anos. “A indústria de GNL precisará inovar em todos os estágios da cadeia de valor para reduzir as emissões e desempenhar um papel fundamental no fornecimento de energia aos restantes sectores”, avança.
Refira-se que, apesar da volatilidade sem precedentes causada pela pandemia COVID-19, a procura global de GNL aumentou para 360 milhões de toneladas em 2020, contra as 358 milhões de toneladas registadas em 2019. Paralelamente, os preços globais do GNL atingiram uma baixa recorde no início de 2020, mas encerraram o ano em uma alta de seis anos, principalmente devido a recuperação da procura na Ásia.
Como um combustível fóssil de queima mais limpa – emitindo entre 45% e 55% menos gases de efeito estufa e menos de um décimo dos poluentes do ar que o carvão – o GNL vai ganhando cada vez mais mercado, à medida que os países e empresas vão adoptando metas de emissões líquidas zero e buscando criar sistemas de energia de baixo valor de carbono.
Refira-se que o Boom no mercado de GNL representa uma grande oportunidade para Moçambique, à medida que emerge como um player importante na oferta desta commodity. Ostentando a terceira maior reserva de gás da África, o país tem priorizado o desenvolvimento de três plantas de GNL que tem a capacidade combinada de exportar cerca de 30 milhões toneladas por ano de GNL.
Segundo o último relatório da African Oil and Power (AOP), espera-se que a África se torne a região que mais crescerá em produção de gás, com crescimento médio de 5,6% ao ano, em que o continente deve produzir aproximadamente 295 bilhões de metros cúbicos em 2025 e mais de 660 bilhões de metros cúbicos em 2050.
Grande parte desse crescimento vem dos desenvolvimentos de produção orientados à exportação de GNL em Moçambique, Nigéria, Mauritânia e o Senegal. Representando uma oportunidade única para os países, e Moçambique em particular, tirarem benefícios em termos de electrificação, comércio regional, crescimento económico e industrialização.
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