
Pull Strategy Avalia Cumprimento Das Normas De Fortificação Alimentar Em Moçambique E Revela Oportunidades Industriais
O Ministério da Economia, através do CONFAM, em parceria com a FFI e o UNICEF, apresentou os resultados do estudo Pull Strategy, que avaliou a conformidade da fortificação de sal, açúcar, óleo e farinhas. O relatório mostra progressos relevantes, mas também desafios para atingir 100% de cumprimento e maior integração industrial.
- O estudo abrangeu quatro províncias: Maputo, Matola, Nampula e Sofala;
- Foram avaliados cinco veículos alimentares: óleo, açúcar, sal, farinha de trigo e farinha de milho;
- O açúcar lidera a conformidade (85%), seguido do sal (77%) e da farinha de milho (74%);
- Nenhuma amostra cumpriu totalmente os padrões nacionais de fortificação;
- O sector do sal destaca-se como exemplo de boas práticas e há potencial de negócio para o sector privado.
O Governo de Moçambique, através do Ministério da Economia e do Comité Nacional de Fortificação de Alimentos (CONFAM), apresentou os resultados do estudo Pull Strategy, que avaliou o cumprimento das normas de fortificação de alimentos comercializados no país. Desenvolvida em parceria com a Food Fortification Initiative (FFI) e o UNICEF, a iniciativa reforça o compromisso nacional com a nutrição, a segurança alimentar e a competitividade do sector agroindustrial.
Fortificação Alimentar: Uma Estratégia Sustentável Para Melhorar a Nutrição
De acordo com Eduarda Mungoi, representante do Ministério da Economia e do CONFAM, a fortificação alimentar permanece uma prioridade nacional e uma estratégia comprovadamente custo-efectiva:
“A fortificação visa garantir a ingestão diária recomendada de micronutrientes e é considerada a abordagem mais sustentável para prevenir deficiências nutricionais, sobretudo em países de baixa renda”, afirmou.
O estudo Pull Strategy insere-se nas acções de monitoria e verificação da fortificação de produtos vendidos em supermercados, mercados e lojas grossistas, permitindo identificar marcas não conformes com as normas moçambicanas.
Amostras Nacionais E Resultados Laboratoriais
As amostras foram recolhidas nas províncias de Maputo (Cidade e Matola), Nampula e Sofala, abrangendo os cinco principais produtos alimentares fortificáveis: óleo, açúcar, sal, farinha de trigo e farinha de milho.
Segundo Wilson Intchama, da Food Fortification Initiative (FFI), o estudo foi realizado em quatro fases:
“Primeiro analisámos o contexto institucional da nutrição; depois, promovemos acções de advocacia e capacitação da sociedade civil; em seguida, recolhemos as amostras e, por fim, levámo-las ao laboratório para análise qualitativa.”
Os resultados revelam avanços importantes: o açúcar apresentou 85% de conformidade, o sal 77% e a farinha de milho 74%. Contudo, nenhuma das amostras atingiu integralmente o padrão nacional de fortificação.
O Sal Como Exemplo Positivo
Para Lara Cristina Machuama, representante do UNICEF, o sector do sal tem demonstrado capacidade técnica e compromisso com a qualidade:
“Há um esforço notável do sector do sal em ir além do que a norma estabelece. É o veículo que melhor cumpre os padrões e um exemplo de boas práticas.”
A especialista sublinha que a produção local e o controlo de qualidade são factores determinantes para garantir o sucesso da política de fortificação alimentar.
Oportunidades De Negócio E Integração Industrial
A representante do CONFAM, Eduarda Mungoi, destacou que Moçambique dispõe de vantagens naturais e produtivas que podem ser convertidas em oportunidades empresariais.
“Temos uma costa longa e matéria-prima suficiente para a produção de sal. Estes resultados devem ser vistos também como oportunidades de negócio para o sector privado”, afirmou.
Segundo Wilson (FFI), a fortificação em larga escala é “a adição deliberada de vitaminas e minerais aos alimentos durante o processamento”, e desempenha um papel central nas cadeias de valor agroindustriais e na competitividade económica.
“Os dados mostram que Moçambique está a avançar na direcção certa. O maior desafio é garantir que todos os produtos atinjam plenamente os padrões exigidos”, concluiu.
Avanços E Próximos Passos
O Pull Strategy reforça o sistema de monitoria e controlo da fortificação alimentar em Moçambique, promovendo maior coordenação entre Governo, parceiros e indústria.
A iniciativa contribui para a consolidação de um mercado alimentar mais seguro, nutritivo e competitivo, com potencial de gerar novos investimentos privados e benefícios sociais sustentáveis.
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