
Reservas internacionais caem mas estão acima do recomendado
As reservas internacionais do pais estão em queda desde 2021, mas ainda cobrem 4,3 meses das necessidades estimadas de importações, acima do valor recomenda do, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). “As reservas internacionais brutas cobrem quase 4,3 meses de importações, o que está acima do ‘buffer’ mínimo comummente recomendado, de pelo menos três meses”, refere se num relatório do FMI, divulgado última sexta-feira, 14 de Julho, sobre a aprovação final da revisão ao Programa de Financiamento Ampliado (ECF) para Moçambique. Acrescenta-se que essas reservas internacionais de Moçambique têm “caído desde o início de 2021” e atingiram os 2.900 milhões de dólares no final do ano passado, “cobrindo 4,3 meses de importações projectadas de bens e serviços não relacionados com megaprojectos em 2023”.
O FMI reconhece o impacto dos “altos custos” com a importação de combustíveis nas reservas internacionais de Moçambique, tendo em conta o fornecimento de divisas aos principais importadores de combustíveis. “Ao mesmo tempo, as importações não relacionadas com megaprojectos aumentaram significativamente nos últimos dois anos, diminuindo ainda mais a cobertura de importações das reservas”, aponta-se no documento, a que a Lusa teve acesso.
Em Janeiro, o Banco de Moçambique aumentou o rácio de reservas obrigatórias para depósitos à ordem, estrangeiros, de 11,5 por cento para 28 por cento, e em Abril reduziu o fornecimento aos importadores de combustível de 100 para 60 por cento, recorda o FMI no seu relatório. O anúncio da aprovação desta revisão ao ECF pelo FMI foi feito em 6 de Julho, garantindo então um desembolso de 60,6 milhões de dólares a Moçambique, confirmado há dias no relatório da instituição.
Na nota que acompanhou o anúncio da segunda revisão do programa aprovada em Maio de 2022, e que eleva o valor total já recebido por Moçambique para 212,09 milhões de dólares, num total de 456 milhões de dólares, o FMI diz que permitiu a não observação de dois critérios: o saldo orçamental primário no final do ano passado e a acumulação de dívidas externas pelo sector público.
Nas previsões macroeconómicas para este ano, o FMI prevê uma aceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique, de 4,2 por cento em 2022 para 7 por cento este ano, antecipando que no final do ano a inflação tenha descido de 10,3 por cento para 6,7 por cento, o mesmo que em 2021, mas ainda assim quase o dobro dos dois anos anteriores. O rácio da divida em função do PIB deverá manter a trajectória descendente e chegar ao final deste ano nos 89,7 por cento, melhorando face aos 95,5 por cento do PIB registados no ano passado.
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