Presidente norte-americano endurece postura tarifária, mas admite abertura para negociação se Pequim aceitar termos mais equitativos

Donald Trump voltou a endurecer o discurso face à China, mas deixou a porta aberta para um entendimento comercial, desde que, segundo as suas palavras, o acordo seja “justo”. Apesar da ausência de contacto directo com Xi Jinping, Washington mantém diálogo técnico com Pequim.

Destaques

  • Trump descarta contacto directo com Xi Jinping nesta semana, mas reconhece avanços nos bastidores.
  • Washington impôs tarifas até 145% a parceiros estratégicos, incluindo a China.
  • O Presidente americano sublinha que os EUA “já não estão a perder um trilião de dólares” em comércio com a China.
  • Perspectiva-se imposição de tarifas definitivas a países com os quais não se alcance entendimento.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no domingo que os Estados Unidos continuam a manter contactos com diversos países para negociar novos acordos comerciais, incluindo com a China. A prioridade, frisou, é alcançar um acordo “justo” com Pequim, que, segundo ele, tem vindo a beneficiar-se de vantagens comerciais desleais durante “muitos anos”.

A bordo do Air Force One, Trump confirmou aos jornalistas que não tem agendada qualquer conversa com o Presidente chinês Xi Jinping, mas garantiu que altos responsáveis de ambos os países estão em contacto. “Estamos a falar com eles sobre uma variedade de questões”, afirmou.

Interrogado sobre a possibilidade de serem anunciados novos acordos nesta semana, Trump limitou-se a dizer que “muito provavelmente”, mas sem fornecer pormenores.

Desde 2 de Abril, o governo norte-americano impôs uma tarifa de 10% sobre a maioria das importações, bem como tarifas de 25% sobre automóveis, aço e alumínio — incluindo especificamente importações do Canadá, México e, com maior severidade, da China, onde as taxas alcançam 145%. Algumas destas tarifas foram suspensas por 90 dias, com vigência prevista a partir de 8 de Julho.

Em declarações anteriores, Trump sugeriu que alguns países não chegarão a acordo com os EUA e que, nestes casos, será fixada uma tarifa definitiva nos “próximos dois a três semanas”.

Num tom mais conciliatório, numa entrevista concedida à NBC News e emitida no domingo, Trump disse acreditar que a China está interessada em negociar. “Fomos muito duros com a China… basicamente cortámos o comércio. E agora eles querem fazer um acordo. Querem mesmo. Vamos ver como corre. Mas tem de ser um acordo justo”, vincou.

Trump reiterou ainda que o antigo Presidente Richard Nixon cometeu um erro histórico ao abrir relações com a China, classificando essa aproximação como “a pior coisa que ele já fez”.

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