Zimbabwe quer mudar o acordo de U$3.5 biliões com os agricultores de depois de falhar pagamentos

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  • Grupo de agricultores nega ter-se chegado a um acordo sobre novos termos de pagamentos
  • Mineira Estatal Kuvimba, crucial para o plano de compensação dos agricultores

Zimbábue está a propor mudança de termos do acordo de compensação de US$3.5 biliões assinado com a antiga White Farmers, há dois anos, depois de falhar os pagamentos acordados por duas vezes.

O plano revisto era parte do orçamento do Ministro das Finanças, Mthuli Ncube, apresentado na quinta-feira no novo edifício do parlamento construído pela China, a norte da capital Harare. De acordo com o pacto original, os agricultores que foram tirados de suas terras há duas décadas deveriam ter recebido metade do dinheiro dentro do primeiro ano, seguidos de quatro prestações de $437.5 milhões anuais.

“Ao abrigo do Global Compensation Deed de $3.5 biliões em Setembro de 2022, o Governo fez uma oferta para o acordo do GCD que foi aceite pelos antigos agricultores por meio de um  referendo,” disse Ncube, referindo-se ao novo acordo.

Os grupos de agricultores vão manter conversas com Ncube para perceber o que ele quis dizer, de acordo com Andrew Pascoe, presidente do Comité Comercial de Agricultores.

“Progresso considerável tem sido feito, mas ainda não assinamos nada,” disse ele numa chamada telefónica, negando um referendo sobre os termos levantados pelos pelos membros dos grupos.

O Tesouro nomeou os NewState Partners  com sede em Londres,  como consultores de transacções para ajudar a angariar fundos de financiadores internacionais.

A resolução da disputa é a chave para o País sair da estagnação económica que as apreensões, ordenadas pelo então Presidente Robert Mugabe, desencadearam. As exportações caíram, as relações com os credores multilaterais foram cortadas, os EUA e a União Europeia impuseram sanções, e a hiperinflação forçou a nação a abandonar a sua moeda.

A nova proposta prevê o pagamento de 350 milhões de dólares ao longo de quatro anos. Isto incluiria prestações de 35 milhões de dólares por ano durante três anos e o saldo em 2026 obtido com a venda da participação de 12,5% que os agricultores detêm na mineira estatal Kuvimba Ltd.

“Os pagamentos em dinheiro serão efectuados em qualquer jurisdição em dólares americanos para uma conta à escolha dos antigos proprietários de explorações agrícolas, a pagar semestralmente em Fevereiro e Julho”, disse Ncube.

O Governo irá emitir obrigações do Tesouro denominadas em dólares americanos para pagar os restantes 3,15 mil milhões de dólares.

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