Embora o panorama da política industrial do continente remonte à década de 1980, desde a Primeira Década Industrial para África, até a formulação do programa de Desenvolvimento Industrial Acelerado de África (AIDA, 2008), globalmente, a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) adoptou a Resolução em Julho de 2016, que defende a importância da industrialização de África e dedicou o período 2016-2025 à Terceira Década de Desenvolvimento Industrial para África (IDDA III).

A avaliação feita constata que o desempenho do desenvolvimento industrial de África tem sido misto. Nestas circunstâncias, os desafios de desenvolvimento com que o continente se confronta actualmente requerem, portanto, a necessidade de uma implementação eficaz, eficiente e atempada de acções para além da retórica política para qualquer impacto significativo na concretização de um desenvolvimento humano sustentável no continente, a médio e longo prazo.

Portanto, o IDDA III apresenta mais uma oportunidade para reunir parcerias globais e esforços para trabalhar como um colectivo para impulsionar a transformação estrutural em África. Com efeito, o círculo africano afecto ao tema, considera ser fundamental, neste momento, para África, reconhecer a necessidade de traçar um enfoque renovado para uma agenda de industrialização pan-africana rejuvenescida, e um quadro informado pelas lições aprendidas até aqui dos programas anteriores, tomando pleno conhecimento das tendências sociais, económicas e políticas actuais e em evolução, bem como das necessidades de desenvolvimento do continente.

A capacidade do continente para cumprir a Agenda 2063 depende da industrialização. Para reforçar isto, os ODS da ONU atribuíram o Objectivo 9 à construção de indústrias e infra-estruturas resilientes como forma de reforçar a capacidade das economias em desenvolvimento para enfrentar os desafios estruturais e a redução da pobreza. Além disso, o IDDA III deveria ser suficientemente flexível para considerar a industrialização de África no contexto de incertezas como a pandemia global da COVID-19.

Assim, no futuro, projecta-se que agenda de industrialização de África a incorporar inequivocamente indústrias que se revelem resilientes face às incertezas e prontas para a recuperação no mais curto espaço de tempo possível quando as indústrias forem duramente atingidas.

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