·         Marcelino Gildo Alberto aponta gestão criteriosa, através de reformas e modernização dos serviços,  para melhorar o desempenho operacional da EDM

·         Número de clientes da Empresa passou de 2.588.588, em 2021, para 2.936.751, em 2022, o que representa um crescimento de 14% 

A Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou, na última semana, que somou prejuízos de pouco mais de 6,7 mil milhões de meticais, no exercício económico de 2022, devido a roubo de energia e vandalização das suas infra estruturas. À isso veio juntar-se, mais recentemente,  a outros prejuízos decorrentes de danos causados pela ocorrência de ciclones.

A informação foi tornada pública pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDM, Marcelino Gildo Alberto, no decurso da Reunião Nacional de Balanço de Actividades, que se realizou na semana passada e que serviu para analisar o desempenho da empresa durante o exercício económico do ano de 2022.

Segundo Marcelino Gildo Alberto,, 2022 foi um ano, difícil para a instituição, devido à ocorrência dos ciclones “Ana” e “Gombe”, nas regiões centro e norte do país, que provocaram danos avultados, nas infra-estruturas da EDM.

Em relação aos avanços alcançados, o Marcelino Gildo Alberto informou que a EDM transpôs os 7.694 GWh de energia fornecida à Rede Eléctrica Nacional no ano de 2021, passando para 8,146 GWh, em 2022, o que representa um crescimento de 6%.

Sobre a expansão de energia, o PCA da EDM disse que, no ano passado, foram ligados à Rede Eléctrica Nacional onze sedes de postos administrativos,

No âmbito do programa “Energia para Todos” (“ProEnergia”), a EDM ultrapassou, pela segunda vez consecutiva, a meta anual de 320.000 novas ligações, tendo alcançado 356.640 novas ligações.

“O número de clientes da Empresa passou de 2.588.588, em 2021, para 2.936.751, em 2022, o que representa um crescimento de 14%. A taxa de acesso doméstico da população à Rede Eléctrica Nacional registou um aumento em quatro pontos percentuais, passando de 39%, em 2021, para 43%, em 2022”, disse.

Acrescentou que a empresa tem nos próximos anos, o objectivo de consolidar a liderança no negócio de energia eléctrica na África Austral, com a ambição de ganhar o mercado do continente africano.

“Os desafios do sector em que actuamos de, em continuar a determinar uma gestão cada vez mais criteriosa, através de reformas e modernização dos serviços e a adopção de uma cultura organizacional que incentiva, sobretudo, a produtividade, o trabalho em equipa e a superação de metas, a todos os níveis”, disse Marcelino Gildo Alberto.