
- A empresa tem uma dívida mais de 400 milhões de dólares com tendência a agravar-se;
- 1020 trabalhadores deverão ser despedidos com a reestruturação.
Na perspectiva de viabilizar a Moçambique Telecom (Tmcel), o Governo tomou a decisão de vender um mínimo de 80% das acções da empresa, assumir todas as dívidas e empréstimos e reduzir a força de trabalho em 60%.
Explicando aos deputados sobre o que o Executivo pretende fazer para resgatar a empresa, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, que tutela esta empresa pública, começou por explicar que “a situação financeira da TMCEL é muito mais complexa que a da LAM. A TMCEL perdeu capacidade de honrar com os seus compromissos no mercado, em alguns casos incluindo salários dos seus muitos trabalhadores cerca de 1700. A empresa transporta uma dívida global acumulada elevada de mais de 400 milhões de dólares com tendência a agravar-se.”
São vários os problemas que assolam a TMCEL, perda progressiva de sua quota de mercado, declínio de receitas, baixa reputação, entre outros.
Ao nível tecnológico, por exemplo, de acordo com o Ministro, a TMCEL usa uma plataforma desactualizada e de vários fornecedores, levando à custos operacionais e de manutenção muito altos, deficiências na manutenção do hardware e do software que, grosso modo, estão no fim da sua vida útil e sem qualquer suporte do fornecedor.
Tal como procedido com a LAM, foi encomendada uma avaliação detalhada para indicar a melhor intervenção, que concluiu que “a empresa tem grandes desafios que se não forem devidamente endereçados, pode estar à beira de um caminho sem retorno, o colapso e insolvência”.
“O relatório apresentou várias sugestões de intervenção, considerando que a mais aplicável seria encontrar um parceiro do capital social estratégico, isto é, uma operadora multinacional de telecomunicações. No entanto, a sua viabilização passa por vender um mínimo de 80% das acções e o Governo assumir todas as dívidas e empréstimos da TMCEL e reduzir a força de trabalho em 60%”, anunciou Mateus Magala
O Ministro disse ainda que “perante esta difícil realidade, o Ministério dos Transportes e Comunicações e o IGEPE estão a criar um grupo consultivo de peritos internacionais para análises e recomendações apresentadas nos relatórios relacionados a TMCEL, incluindo o relatório do Banco Mundial.
“As equipas estão a trabalhar na sistematização de medidas concretas para a estabilização da TMCEL a serem anunciadas e implementadas a partir deste mês”, disse o Ministro dos Transportes e Comunicações, asseverando, neste caso também, o exercício consiste em transformar o potencial em oportunidades reais, observando todos os direitos dos trabalhadores e credores da empresa.
“As mudanças exigem sacrifício de todos. Teremos de impor uma nova disciplina na gestão comercial das empresas em reestruturação para que, efectivamente, se consigam bons resultados”. Concluiu Mateus Magala.
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