Uma delegação empresarial chinesa, Hengyang Economic and Trade da encontra-se em Moçambique para promover a 3a Exposição Económica e Comercial China – África (CAETE), evento no qual Moçambique foi atribuído a qualidade de “País Parceiro”.

Trata-se de um evento classificado de oportuno, ao proporcionar espaço para a partilha de informação sobre oportunidades de negócio em Moçambique e na República Popular da China, num contexto caracterizada pela retoma da economia, depois de dois anos de recessão económica por conta dos efeitos negativos da pandemia da Covid 19.

A participação de Moçambique entanto que “País Parceiro” é visto também como reflexo da importância atribuída às relações económicas e comerciais entre Moçambique e a China como um dos três  maiores parceiros comerciais bilaterais.

Do lado moçambicano a participação na CAETE, objectiva a promoção de oportunidades de negócio e a busca estratégica de acesso de mercado ao potencial existente para as exportações da produção nacional.

Moçambique pretende ainda usar a CAETE como uma plataforma para o estabelecimento de parcerias entre empresários moçambicanos e chineses, em áreas economicamente estratégicas para o desenvolvimento dos dois Países.

“O Governo tem vindo a edificar um ambiente e clima atractivo ao investimento através de um portfolio de reformas estruturais à competitividade de Moçambique em muitos domínios, designadamente, revisão da Lei de Investimentos, Regime da Mera Comunicação e alguns incentivos fiscais no Código de IVA, Imposto de Consumo Específico e Imposto de Rendimento de Pessoas Colectivas”, disse o Ministro da Industria e Comercio, Silvino Moreno, na abertura do certame.

O governante referiu-se a China como um parceiro estratégico para o desenvolvimento de Moçambique com o qual o País pretende aproveitar a larga experiência chinesa no contexto de industrialização, bem como das iniciativas inerentes à facilitação do comércio.

“Moçambique é um mercado que deve ser equacionado considerando o facto de ser a porta logística de entrada e ligação ao hinterland da região Austral que tem 380 milhões de consumidores e da Zona de Comércio Livre Africano com cerca de 1.3 biliões de consumidores”, disse Silvino Moreno, referindo-se as vantagens competitivas da economia Moçambique.

O Ministro da Industria e Comércio, referiu-se também ao investimento chines em áreas estratégias e prioritárias, designadamente a agricultura, recursos minerais, transportes e comunicações, turismo e indústria, razão pela qual existe interesse a partir da CAETE de incrementar e diversificar a carteira de investimentos.

Nos últimos 6 anos (2017 a 2022), a China esteve entre os países com maior Investimento Directo Estrangeiro em Moçambique, tendo investido cerca de 1 Bilião de Dólares Norte Americanos.

Conforme revelou Silvino Moreno, para além da 3a Exposição Económica China-África, o Governo deverá continuar a explorar outras plataformas ainda este ano, como a 23ª Feira Internacional Chinesa para Investimentos e Comercio 2023, prevista para o próximo mês de Setembro, a 28ª. Edição da Feira Internacional de Macau – MIF 2023 e a Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (2023PLPEX), previstas para o próximo mês de Outubro.

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