Sector privado incrementa disponibilidade de electricidade em 600 MW

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Próximo de 50% da população moçambicana tem acesso à energia eléctrica da rede pública. A taxa de electrificação no País subiu dos anteriores 35% em 2019 para 49% em 2023.

Os parceiros estratégicos do sector da electricidade esteve reunido esta segunda-feira, 19/06, em Maputo, para avaliação dos progressos e preparação das fases seguintes das acções visando ampliar o acesso a energia eléctrica no País. O Governo prossegue a meta de acesso universal até 2030. Uma meta desafiante, mesmo porque, estima-se que mais de 15 milhões de moçambicanos ainda não têm electricidade, sobretudo nas zonas recônditas.

Cremos nós que se continuarmos a implementar os projectos, tal como temos estado a fazer desde o início do programa, iremos conseguir ter o acesso universal em 2030”. Disse o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias.

Importante notar que dos 49% dos beneficiários da energia eléctrica mais de 1 milhão só teve acesso nos últimos cinco anos, depois do lançamento do programa Energia para Todos em 2018. Sobre isso, o administrador de electrificação da EDM, Joaquim Henriques Ou-Chim disse que “com a segunda fase do Energia para Todos, a ser lançada ainda este ano, o Governo prevê expandir energia eléctrica para 64% da população até 2024.”

A fase dois do programa está avaliada em US$ 377 milhões de dólares, o correspondente a quase 24 mil milhões de meticais.

Sabe-se que o Governo moçambicano elegeu a energia como uma das áreas prioritárias para o desenvolvimento económico e social do País, o que passa por maximizar a matriz energética e aumentar a disponibilidade de energia eléctrica.

Carlos Zacarias apontou a aprovação, no ano passado, da nova Lei de Electricidade como catalisador de novos actores privados, devendo contribuir para elevar a capacidade de geração de energia eléctrica em 600 MW (dos quais 200 MW de fontes renováveis) no presente ciclo de governação.

Simultaneamente, frisou o governante, estão a ser construídas importantes infra-estruturas de interligação, nomeadamente a linha de transporte Temane-Maputo, Chimwara-alto Mulocue, que deverão satisfazer o aumento previsto da procura da procura média anual de energia, estimada em 8,6 por cento.

Sobre esses investimentos Joaquim Henriques Ou-Chim, realçou que os mesmos proporcionam ganhos significativos, a considerar o número de novas ligações que chegaram a beneficiar 1.156.000 novos clientes.

Afirmou que actualmente estão a ser seleccionadas empresas para a implementação da segunda fase do “ProEnergia” cuja prioridade vai continuar a ser para as Energias fora da rede.

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