AGOA: África do Sul pede aos EUA renovação antecipada de acordo comercial fundamental

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  • O apelo surge depois de vários legisladores norte-americanos terem questionado se a SA deveria continuar a beneficiar do acordo

A África do Sul pediu ao Governo dos EUA que considere uma extensão antecipada da Lei de Crescimento e Oportunidade para a Áfricas (AGOA– sigla inglesa) para ajudar a estimular o investimento em todo o continente, disse o Ministro do Comércio, Indústria e Concorrência, Ebrahim Patel.

O pedido foi feito durante uma visita de autoridades sul-africanas aos EUA no início deste mês para discutir o pacto comercial e finalizar os preparativos para um fórum da AGOA que está programado para ser sediado na África do Sul este ano. Uma renovação antecipada da do mecanismo, na sua forma actual,  seria preferível a um acordo revisto que pode levar tempo a concluir, disse Patel numa entrevista ao jornal Business Day, com sede em Joanesburgo.

“Se estendermos a Lei de Crescimento e Oportunidade para a Áfricas (AGOA) em grande parte em sua forma actual, podemos melhorar gradualmente os termos nos próximos anos”, disse Patel, segundo o jornal. “Muitos países africanos estão interessados numa extensão antecipada porque dá aos investidores a certeza de comprometerem investimentos adicionais no continente.”

O apelo surge depois de vários legisladores norte-americanos terem apelado à administração do Presidente Joe Biden para reconsiderar se a África do Sul deve continuar a beneficiar da AGOA. Além de estarem irritados com a posição de política externa da África do Sul – o país manteve o que chama de uma posição não-alinhada em relação à guerra na Ucrânia pela – alguns legisladores argumentam que a nação mais industrializada da África está muito desenvolvida para participar do programa.

O AGOA expira em 2025 e as autoridades dos EUA disseram anteriormente que os critérios de qualificação para beneficiários poderiam ser revistos ou o programa substituído.

A África do Sul envia carros e produtos agrícolas para os EUA ao abrigo do acordo. No ano passado, exportou US$ 2,7 mil milhões de dólares em mercadorias usando o AGOA e o chamado Sistema de Preferências Generalizadas.

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