Indústria é primordial para o desenvolvimento da Província de Maputo

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  • Empresários da Província estruturam-se com foco no aproveitamento das oportunidades emergentes

Os empresários aglutinados em torno da Federação Empresarial da Província de Maputo (ACIM), Honório Boane, afirmam que a estratégia que está sendo prosseguida é que unidos conseguem melhores resultados, daí que abordagens estruturadas são as que estão a ser consideradas.

Faruk Osman, Presidente da ACIM começou por expor a ideia de que era chegado o momento de o empresário da Província de Maputo forjar uma postura de empresário industrial e não apenas um empresário de fornecimento de serviços, acrescentou que o mercado nacional e da província de Maputo em especifico ainda é muito incipiente, a despeito enormes potencialidades que apresenta em todos os sectores, e ressalvou que necessita de um alinhamento com a politica industrial, para se aproveitar o potencial que a província apresenta que é, precisamente, a industria.

O líder empresarial realçou que a indústria foi sempre a bandeira da Província de Maputo e por isso o sector justifica merecer estímulos para uma maior expansão que arrastaria todos os outros sectores.

Danilo Satar, chefe do gabinete executivo da Federação Empresarial da Província de Maputo (ACIM), destacou os desafios, começou primeiro por falar dos desafios que a classe empresarial da Província de Maputo enfrenta neste momento, vão desde o acesso ao financiamento até a ausência de uma política fiscal tributária amiga dos negócios. Por isso exortou  a adopção de parcerias e sinergias, ao mesmo tempo que o sector privado precisa de adoptar  posturas assentes na ética e na transparência. Apelou a organização do sector privado Disse ainda que há uma necessidade de todo o sector privado esteja devidamente organizado, para o suprir as limitações e desafios que enfrenta.

Danilo Satar não se esqueceu de outros sectores que julgou serem proeminentes para catapultar o tecido empresarial da Província de Maputo, apontando a agricultura e os transportes.

“Para se dar grandes passos é preciso grandes conhecimentos, e para que haja grandes conhecimentos é preciso que haja uma grande educação e essa deve ser a mentalidade do empresário”, concluiu Danilo Satar.

Honório Boane, Director-Geral da Mozparks alertou ser necessário inverter situações simples como a importação de produtos básicos cuja cifra ronda os US$ 30 milhões anualmente, que podem passar a ser produzidos localmente.

Disse que entre as acções que podem concorrer para essa inversão está a expansão dos parques industriais para que passem a comportar indústrias de agro- processamento.

Referindo-se aos desafios específicos para o tecido empresarial da Província de Maputo, que detém o maior parque industrial do País, disse ser necessário o estabelecimento de parcerias e sinergias entre os diferentes actores, empresas, instituições financeiras e instituições públicas, criando um terreno fértil para o florescimento do tecido empresarial na província.

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