• O evento intitulado “Assistência Técnica em Apoio ao Comércio e Desenvolvimento em Moçambique Promove Comércio” serviu ainda para abordar as estratégias eficazes de negociação.

Uma série de capacitações focalizadas para as empresas nacionais de prestação de serviços estão em curso em diversos pontos do país, no quadro da preparação do sector produtivo para as oportunidades de negócios a serem gerados no contexto da implementação da Zona do Comércio Livre Continental Africano.

Operacionalizado através do projecto Promove Comércio, financiado pela União Europeia (EU), em coordenação com a DAI, o programa procura melhorar a coordenação e implementação das reformas para a facilitação das transacções entre países.

Especialistas, nomeadamente um moçambicano e um italiano, orientaram o seminário que se centrou no ABC de negociação no quadro da liberalização do comércio de serviços na região.

Os dois intervenientes falaram sobre os conceitos básicos dos serviços em áreas como telecomunicações, construção e engenharia, distribuição comercial, educação, ambiente, finanças, saúde, turismo, cultura e desportos, bem como transportes e logística.

Ambos os especialistas sublinharam que para discutir os acordos comerciais no sector de serviços, Moçambique precisa identificar os seus interesses, desenvolver uma estratégia negocial e implementar os acordos por meio de medidas regulatórias.

Falando na ocasião, a represente da UE, em Moçambique, Veerle Smet, disse que apesar da grande importância económica dos serviços para África, os dados do continente mostram que os ganhos continuam muito inferiores em relação ao potencial que existe.

Observou que as exportações do continente continuam altamente concentradas em produtos não processados, onde Moçambique não é uma excepção. No entanto, de acordo com a fonte, esta situação está a mudar, sobretudo porque alguns países, entre os quais Moçambique, estão a tomar medidas para reforçar os seus sectores de serviços e comércio.

“O seminário de hoje é de maior importância, porque cria condições para que as empresas estejam preparadas para esta liberalização que abre um leque de oportunidades para Moçambique”, disse Veerle Smet. Acrescentou ainda que os serviços financeiros, comunicações, transporte, turismo, fome cimento de energia, entre outros, também são essenciais para a competitividade da agricultura e da indústria transformadora no mercado moçambicano.

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