
SADC concebe plano de infraestrutura de gás orçado US$ 17 mil milhões
- SADC considera gás crucial para garantir o aprovisionamento energético;
- Plano quinquenal ainda requer financiamento e outras etapas.
A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) adoptou um plano de infra-estruturas de gás natural no valor de 17 mil milhões de dólares para reforçar o abastecimento de energia num continente onde quase metade da população não tem acesso à eletricidade, revela a agência Bloomberg.
Composta por 16 membros, a SADC, aprovou um projecto de investimento em infra-estruturas, tais como gasodutos e terminais para fornecimentos locais e importados, segundo a agência, que acrescenta que, embora ainda não seja uma fonte importante de gás, A SADC, alberga algumas das mais significativas descobertas de gás natural com projectos em várias fases em Moçambique, na Tanzânia e na África do Sul.
O plano ainda requer financiamento, numa altura em que o financiamento do abastecimento de combustíveis fósseis se torna cada vez mais difícil devido a preocupações ambientais e a uma mudança global para fontes de energia mais limpas.
Ainda de acordo com a Bloomberg, os atrasos nos projectos podem também constituir um obstáculo, como demonstrado pelos projectos de gás natural liquefeito da TotalEnergies SE e da Shell Plc na região, que se atrasaram anos em relação ao seu objetivo inicial de iniciar a produção.
“Os Estados membros da SADC têm populações em crescimento e uma necessidade urgente de impulsionar o crescimento económico inclusivo, reduzir a pobreza e a desigualdade de rendimentos e criar prosperidade e bem-estar para todos”, cita a Bloomberg. Nesse contexto, gás natural pode fornecer uma fonte complementar de energia, “acelerando o desenvolvimento da rede eléctrica em áreas ricas em recursos renováveis”, afirmou.
A agência noticiosa internacional acrescenta que o plano considera que são necessários mais de 9 mil milhões de dólares de investimento em Moçambique para construir projectos de energia e infra-estruturas, aproveitando as descobertas na Bacia do Rovuma
A Bloomberg observa que, grande parte do projeto depende da elaboração pela África do Sul de um novo roteiro energético, conhecido localmente como Plano Integrado de Recursos, que inclui o fornecimento regional de gás. A nação, de longe o maior consumidor de energia do bloco, publicou seu último Plano Integrado de Recursos (IRP, em inglês) em 2019.
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