Lagarde clarifica que BCE não está a discutir reduções das taxas de juro

0
606
  • Fixaremos as taxas de juro em níveis suficientemente restritivos enquanto for necessário para atingir o objectivo de 2%”, afirmou.

A Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde,  reiterou que a instituição não está a discutir cortes nas taxas de juro – tendo-as aumentado esta semana para o que os investidores e economistas acreditam ser o máximo.

Lagarde disse aos jornalistas, nesta sexta-feira, 15 de Setembro, após uma reunião do Eurogrup, que o nível dos custos dos empréstimos e o período de tempo em que se mantêm elevados “serão significativamente importantes”, sem entrar em pormenores.

“Repito, não decidimos, discutimos ou sequer anunciámos cortes”, afirmou em Santiago de Compostela, Espanha.

Os comentários surgem menos de um dia depois de os decisores políticos terem aumentado as taxas pela décima vez consecutiva, para 4%. Reforçando a ideia de que esta medida marcou o fim da campanha sem precedentes de aperto monetário do BCE, o Vice-Presidente Luis de Guindos e o presidente do banco central da Estónia, Madis Muller, afirmaram que os níveis actuais podem ser suficientes para fazer regressar a inflação a 2%.

Os responsáveis políticos “deixaram claro que, tanto quanto sabemos, não se prevêem novas subidas das taxas de juro nos próximos meses”, afirmou Muller nesta sexta-feira, 15 de Setembro, numa publicação no seu blogue.

Com o enfraquecimento da economia da zona euro, houve quem pedisse uma pausa. Num sinal de quão controversa foi a decisão de quinta-feira, o governador do Banco de França, François Villeroy de Galhau, tomou a medida invulgar de se abster de a comentar num discurso nesta sexta-feira, 15 de Setembro.

Mesmo quando os investidores apostaram em cortes nas taxas, o governador do banco central da Letónia, Martins Kazaks, avisou que poderá ser necessário um novo aumento.

“Estou confortável com o nível actual das taxas e penso que estamos no bom caminho para atingir os 2% na segunda metade de 2025”, disse à Reuters. “Mas se os dados nos disserem que precisamos de outra subida, fá-lo-emos”.

Lagarde sublinhou ainda que os dados determinarão a trajectória dos custos de financiamento.

“Fixaremos as taxas de juro em níveis suficientemente restritivos enquanto for necessário para atingir o objectivo de 2%”, afirmou.

SUBSCREVA O.ECONÓMICO REPORT
Aceito que a minha informação pessoal seja transferida para MailChimp ( mais informação )
Subscreva O.Económico Report e fique a par do essencial e relevante sobre a dinâmica da economia e das empresas em Moçambique
Não gostamos de spam. O seu endereço de correio electrónico não será vendido ou partilhado com mais ninguém.