Zâmbia e China acordam em aumentar a utilização da moeda local nas trocas comerciais

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  • A medida reduzirá os custos de câmbio e os riscos cambiais, afirmaram os dois dirigentes.

A Zâmbia e a China concordaram em incentivar uma maior utilização das suas próprias moedas no comércio e no investimento, após uma reunião em Pequim entre os Presidentes Xi Jinping e Hakainde Hichilema.

A medida reduzirá os custos de câmbio e os riscos cambiais, afirmaram os dois líderes numa declaração conjunta nesta sexta-feira 15 de Setembro. A medida poderá também reduzir a dependência do dólar americano, moeda em que o cobre é cotado. O metal representa cerca de 70% das receitas de exportação da Zâmbia e a China representa cerca de metade da procura mundial.

“As duas partes irão também criar um ambiente político favorável à promoção de transacções em moeda local e apoiar um papel mais importante do banco de transacções em renminbi chinês na Zâmbia”, referiram.

Hichilema efectuou esta semana a sua primeira visita de Estado à China desde que chegou ao poder em 2021. Ele enfrentou críticas locais por visitas frequentes a nações ocidentais, à custa de laços mais fracos com a China, que é de longe o maior credor bilateral da Zâmbia e tem um papel importante em um processo de reestruturação da dívida em andamento desde 2020.

Desde que a Zâmbia anunciou, em Junho, um acordo de princípio com o seu comité oficial de credores, co-presidido pela China e pela França, ainda não assinou um memorando de entendimento sobre a dívida de US$ 6,3 mil milhões de dólares em jogo. Havia esperanças de que a visita de Hichilema pudesse ajudar a desbloquear um acordo.

A declaração continha poucos detalhes sobre qualquer progresso no sentido de finalizar um acordo há muito aguardado, dizendo apenas que a Zâmbia agradeceu à China pelo papel fundamental que desempenhou no processo de reestruturação.

“Os dirigentes zambianos manifestaram ainda o seu apreço pelos esforços que a parte chinesa continua a envidar para encontrar uma solução sustentável”, lê-se no comunicado.

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