
Inflação homóloga cai pelo sexto mês consecutivo, para 4,63%
- O País registrou, em setembro de 2023, uma inflação mensal de 0,34%.
- A inflação acumulada situou-se em 2,44%
Variação mensal: 0,34%
O Instituto Nacional de Estatisticas (INE) revela que, de acordo com dados recolhidos em Setembro último, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, o País registou uma subida de preços na ordem de 0,34%. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas foi a de maior destaque, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 0,17 pontos percentuais (pp) positivos.
O INE fez uma análise a variação mensal por produto, na qual se destaca o aumento de preços do milho em grão (9,2%), do peixe fresco (1,25%), do arroz em grão (1,4%), de cervejas para o consumo fora de casa (1,0%), do peixe seco (2,3%), do carapau (0,9%) e de motorizadas (2,0%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,29pp positivos.
No entanto, diz o INE, alguns produtos com destaque para o tomate (3,6%), a alface (3,2%), o óleo alimentar (0,6%), o repolho (9,9%), a cebola (1,4%), a farinha de milho (0,5%) e a farinha de mandioca (1,4%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,17pp negativos no total da variação mensal.
Variação Acumulada: 2,44%
De acordo com a pesquisa periódica do INE, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), de Janeiro a Setembro do ano em curso, o País registou uma subida do nível geral de preços na ordem de 2,44%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas, de Restaurantes, hotéis, cafés e similares e de Transportes, tiveram maior aumento de preços ao contribuírem com 0,72 pp, 0,47 pp e 0,38 pp positivos, respectivamente.
Colocando em evidência a variação acumulada por produto, o INE constata uma subida dos preços do peixe seco, do milho em grão, dos transportes semi-colectivos urbanos e suburbanos de passageiros, da cebola, das refeições completas em restaurantes, de cervejas para o consumo fora de casa e do peixe fresco. Estes comparticiparam com cerca de 1,58 pp positivos no total da variação acumulada.
Variação Homóloga: 4,63%
Os dados do mês em análise, quando comparados com os de igual período de 2022, indicam que o País registou uma subida do nível geral de preços na ordem de 4,63%. As divisões de Bens e serviços diversos e de Educação, foram as que tiveram maior subida de preços ao variarem com 17,60% e 14,12%, respectivamente.
Variação mensal, acumulada e homóloga por centro de recolha de preços
A análise do IPC pelo critério da variação mensal pelos centros de recolha, que serviram de referência para a variação de preços do País, nota-se que em Setembro findo, houve uma subida do nível geral de preços nas Cidades de Xai-xai (0,76%), de Quelimane (0,67%), de Nampula (0,66%), de Tete (0,43%), de Chimoio (0,37%), da Beira (0,34%) e de Maputo (0,20%). No entanto, a província de Inhambane registrou uma queda de preços na ordem de 0,16%.
Comparativamente à variação acumulada, indica o IPC do INE, todos os locais registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Tete registou o maior aumento do nível geral de preços com cerca de 4,94%, seguida das Cidades de Quelimane com 4,51%, de Maputo com 2,64%, da Província de Inhambane com 2,48%, das Cidades de Nampula com 2,00%, de Xai-xai com 1,66%, de Chimoio com 0,61% e da Beira com 0,54%.
Comparativamente à variação homóloga, de acordo com o IPC, todos os locais registaram uma subida do nível geral de preços. A Cidade de Tete teve a maior subida do nível geral de preços com cerca de 8,61%, seguida da Cidade de Quelimane com 7,01%, da Província de Inhambane com 5,51% e das Cidades Maputo 4,43%, de Nampula com 4,02%, de Xai-xai com 3,20%, de Chimoio com 3,17% e da Beira com 2,35%.
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